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| O Infante D. António. |
15/04/2019
BATISMO DO SERENÍSSIMO SENHOR Infante, D. ANTÓNIO (16 de Abril)
14/04/2019
D. JAIME, Cardeal (15 de Abril)
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| Capela do Crucifixo, na Basílica de San Miniato, Florença (Itália) |
Dom Jaime, filho segundo dos Infante Dom Pedro, e Dona Isabel: neto por seu pai, dos Reis Dom João I e Dona Filipa, por sua mãe, dos Condes de Urgel Dom Jaime, e Dona Isabel. Foi Príncipe de candidíssimos costumes; fez nas letras não vulgares progressos. As turbulências do Reino, nos princípio do governo delRei Dom Afonso V o levaram a Flandes, onde, por intervenção de sua tia Dona Isabel, Duqueza de Borgonha, foi feito Bispo de Arras, e obteve outros benefícios. De Flandes passou a Itália, e foi recebido em Roma com singulares estimações, devidas ao seu Real sangue, e muito mais às excelentes prendas, e virtudes, de que era dotado: Calisto III o fez Cardeal do título de Santo Eustáquio, e afirma Eneas Silvio (depois Pio II), "que era tão superior a sua modéstia, a sua gravidade, o seu engenho, e que resplandescia tanto no amor das virtudes, e letras, que já lhe tardava a púrpura em tão tenra idade" (era então de vinte de dois anos). Sendo de vinte e cinco, e dez meses, lhe sobreveio uma enfermiade mortal, que todavia podia ter remédio (diziam os Médicos) se ofendesse a pureza: mas o castíssimo Príncipe antes quis morrer, que manchar-se. Morreu, em fim, mas não o terá a sua fama à vista de uma tão heroica, e portentosa resolução: sucedeu sua morte neste dia [15 de Abril], ano de 1459. Jaz em nobre sepultura, em Florença, no Convento de São Miniato.
13/04/2019
12/04/2019
PROSSEGUE-SE O CERCO DE MAZAGÃO (13 de Abril)
Sobre trinta dias de fortíssimos combates, que os Mouros repetiam contra a Fortaleza de Mazagão, havendo levantado uma trincheira terraplanada, e tão eminente, que vinha a entrestar com os muros da mesma Fortaleza, os começaram a minar, para os arruinarem de todo; sendo sentida dos Portugueses esta perigosa operação, fizeram logo suas contraminas, uma das quais, desembocando na dos inimigos, eu lugar a que uns, e outros travassem um horrendo conflicto, em que houve muito mortos, e feridos de parte a parte. Mas, depois de larga resistência, ficaram os nossos dominando aquele campo tenebroso, e prontamente deram fogo a suas das suas minas, as quais rebentaram com tanta fúrias, e tanto a tempo, que produziram uma fatal desrtuição em grande número de Turcos, e Mouros, dos mais lustrosos, e destemidos, e com uma, e outra, experiência, acabaram de persuadir-se, a que, nem em cima, nem debaixo da terra estavam seguros do valor, e vingança dos Portugueses, para os quais foi este dia tão alegre, como triste para os inimigos, que já persistiam naquela opugnação com mais porfia, que esperança de algum bom sucesso. Achava-se já na Fortaleza o Governador Álvaro de Carvalho, e já a Rainha Dona Catarina (que então governava o Reino) havia mandado repetidos, e numerosos socorros de gente, munições, e vitualhas, e já os defensores passavam de dois mil e seiscentos, soldados dos velhos, e exercitados nas guerras da África, e da Índia, em que entrava um grande número de nobres, que à porfia concorreram a esta famosíssima empresa. 10/04/2019
AJUSTAM-SE PAZES ENTRE PORTUGAL, E FRANÇA (11 de Abril)
No mesmo dia [11 de Abril], ano de 1713 no Congresso Geral de Utrecht, se concluiu e assinou um tratado de firme paz, amizade perpétua, e livre comércio entre Portugal, e França, pelos Ministros Plenipotenciários, da parte de Portugal o Conde de Tarouca, e Dom Luiz da Cunha; e da parte de França o Marechal de Huxeles, e Mons. Mesnager. A 28 de Junho do mesmo ano se publicou em Lisboa com solenidade costumada.
09/04/2019
LUCENCIO, Abade e Bispo (10 de Abril)
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| Órgão do Mosteiro de Lorvão |
08/04/2019
Pe. Fr. FILIPPE DIAS (9 de Abril)
07/04/2019
Fr. ÁLVARO DE CASTRO (8 de Abril)
06/04/2019
PARTE PARA A ÍNDIA S. FRANCISCO XAVIER (7 de Abril)
No mesmo dia [7 de Abril], ano de 1541 partiu de Lisboa para a Índia São Francisco Xavier, em companhia de Martim Afonso de Souza, Governador daquele Estado; e de uma só vez pagou o ocaso, com grande vantagens os benefícios, que deve ao Oriente, por lhe mandar o Sol todos os dias: por neste caminhou para lá outro Sol de esfera mais alta, de mais luzidos resplendores, de mais benignas influências.
JOÃO DA SILVA, REGEDOR DAS JUSTIÇAS, EM TEMPO delRei D. MANOEL, e D. JOÃO III. (6 de Abril)
Em seu tempo, nem houve falta nos Ministros, nem queixas nos litigantes, e se as houve alguma vez, logo eram prontamente emendadas, e satisfeitas. Queixava-se-lhe certo homem, de que um Desembargador lhe detinha um feito, havia dois meses: eram dois meses naquele tempo, grande dilação. Entrando o tal Desembargador na Relação, lhe perguntou o Regedor, se trazia o feito de fulano? Respondeu, que ficava em casa. Ora, mandai-o buscar (lhe disse), e que tragam mil reis para a parte satisfazer os gastos, que tem feito por causa das vossas dilações. Eram naquele tempo mil reis quantia de importância, e logo o Desembargador a exibiu, juntamente com o feito. Propondo-se a ElRei Dom João III que certo homem dava dez mil cruzados para redenção dos cativos, pela absolvição de um crime grave, e mostrando ElRei inclinar-se para a proposta, resistiu constantemente o Regedor, dizendo: Se Vossa Alteza quer vender a justiça por dinheiro, pode-o fazer, como Príncipe soberano que é, porém não, sendo João da Silva Regedor, e assim lhe peço licença para desde logo arrumar o bastão. ElRei o ouviu com grande assombro, e lhe respondeu com igual benignidade, dizendo: João da Silva, fazei o que entenderes, que mais convém ao meu serviço, e à boa administração do vosso cargo. Cortava até por si nas cousas da justiça: pediu a um Escrivão uma devaça, em que se achava compreendido certo parente seu: respondeu-lhe o Escrivão: Senhor, se vossa senhoria me pede a devaça, como Regedor, aí a tem, se como parente de Dom fulano, não lha devo mostrar: parou o Regedor um pouco, e disse: Tendes muita razão, não a quero ver. Apresentando-se-lhe uma provisão de revista, e parecendo-lhe injusta, não a quis admitir: replicavam-lhe, que assim o julgara certo Ministro, que era homem de muitas letras, mas notoriamente conhecido por Cristo novo: Respondeu: Deixai, que esse homem, se meterem o Credo na mão, há de dizer, que é caso de revista. Chamavam-lhe, como por antonomásia, o Regedor, e ele se prezava muito desde título, por ser de grande autoridade, e muito mais por trazer consigo a administração da justiça, em benefício do comum. Disse-lhe um dia o Príncipe Dom João, filho delRei Dom João III.: João da Silva, dizem-me, que tendes feto uma honorífica Capela em São Marcos de Coimbra. Ressentiu-se o bom velho Príncipe lhe faltar com o título costumado, e respondeu: Senhor, para um Fidalgo raso, que não tem Dom, qualquer cousa é muito. Teve ditos mui galantes, e generosos. Indo um dia depois de jantar, falar a ElRei viu, que saia um Fidalgo, chamado de alcunha o Avicena, e que encontrava outro chamado o Bacalhau, que se deteve muito; enrtou o Regedor enfadado de tanto esperar, e disse a ElRei: Senhor, se Avicena disse a Vossa Alteza, que depois de jantar era bom tanto bacalhau, é um ignorante das regras da Medicina; teve dele certo Fidalgo, não sei que queixa, e contando-lhe, que o tal Fidalgo dizia, em tom de ameaço: Que ainda tinha em sua casa a lança, com que seus antepassados haviam morto muitos Mouros em África; respondeu-lhe: Dizei a Dom fulano, que se a lança fora sua, então entenderia eu, que ele falava deveras. Unindo às gentilezas de Cavaleiro às máximas de bom Cristão, trazia muito na memória os espaços imensos da eternidade, os perigos da vida, e os rigores da conta, e regulava os seus procedimentos ao compasso de tão importantes considerações. Muitos anos, antes da morte, fez erigir uma suntuosa Capela para seu enterro, no Mosteiro de São Marcos, de Religiosos de São Jerónimo, junto a Coimbra. Faleceu neste dia [6 de Abril], ano de 1553.
04/04/2019
ACLAMAÇÃO PRODIGIOSA delRei D. JOÃO I. (5 de Abril)
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| Rei D. João I de Portugal. |
No mesmo dia [5 de Abril], ano de 1385 estando o Mestre de Avis (depois glorioso Rei) na Cidade de Évora, prevenindo a defensa do Reino, quando este andava mais revolto, e alterado sobre as pertenções de Castela, se ouviu dizer a uma criança de oito meses, com palavras claras, e distintas: Real, Real, por Dom João, Rei de Portugal: passava-lhe o Mestre de Avis, ao mesmo tempo, pela porta, e este misterioso acaso, certificou claramente, qual era o Dom João, a quem se dirigiam aquelas vozes: Não é novo sucederem semelhantes prodígios em semelhantes ocasiões. E este se acha autenticado no arquivo do Senado de Évora.
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