28/02/2019

Sta. ANTONINA, Virgem e Mártir (1 de Março)

A imagem da N. Senhora da Boa Estrela esculpida na rocha, na Serra da Estrela, Covilhã (Portugal).
Santa Antonina, Virgem, e Mártir, nasceu em Portugal na antiga Vila de Cea [Seia]. Padeceu crudelíssimos tormentos em defensa da Fé, e ultimamente lançaram os tiranos na célebre lagoa, que há no mais alto cume da Serra da Estrela, que por este motivo (melhor que por outro algum) se se fez digna de tal nome, por dela nasceu para o Céu, neste dia [1 de Março], no ano de 300, uma nova, luzidíssima Estrela, não das que resplandecem no firmamento, mas, das que coroam o Empírio. 

ANO HISTÓRICO - de MARÇO

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ANNO HISTORICO,
DIARIO PORTUGUEZ


Índice de
MARÇO

Dias:

- 1 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X.
- 2 - I, II, III, IV, V, VI.
- 3 - I, II, III, IV, V.
- 4 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
- 5 - I, II, III, IV, V.
- 6 - I, II, III, IV, V, VI.
- 7 - I, II, III, IV, V, VI.
- 8 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
- 9 - I, II, III, IV, V, VI.
- 10 - I, II, III, IV.
- 11 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII.
- 12 - I, II, III, IV.
- 13 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
- 14 - I, II, III, IV, V, VI.
- 15 - III, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX.
- 16 - I, II, III, IV, V.
- 17 - I, II, III, IV.
- 18 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII.
- 19 - I, II, III, IV, V.
- 20 - I, II, III, IV, V, VI.
- 21 - I, II, III, IV, V.
- 22 - I, II, III, IV, V, VI.
- 23 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII.
- 24 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII.
- 25 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X..
- 26 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII.
- 27 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX.
- 28 - I, II, III, IV, V.
- 29 - I, II, III.
- 30 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X.
- 31 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII.
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PROTESTO


"Em observância dos Decretos Apostólicos, em nome do Autor, e meu, declaro, que as pessoas, que viveram, e morreram com fama de santidade, e os milagres, e sucessos, que excederem as forças humanas, e se referem neste livro, sem estarem aprovadas pela Santa Sé Apostólica; não têm mais autoridade, ou certeza, que a que dão os Autores, que primeiro as escreveram; e em tudo me sujeito às determinações da S. I. R. - Lourenço Justiniano da Anunciação."

27/02/2019

A Infante DONA SANCHA, filha de D. RAIMUNDO DE BORGONHA (28 de Fevereiro)

Pormenor do retábulo do altar-mór da Basílica de S. Isidoro de Leão.
A Infante Dona Sancha, filha de Dom Raimundo de Borgonha, e de Dona Urraca, filha de Dom Afonso VI Rei de Leão, e I de Castela, nasceu em Coimbra pelos anos de 1094 em que seus pais eram Condes daquela ilustre Cidade. Foi Princesa de esclarecidas virtudes. Pisadas as pompas, desprezadas as delícias, se empregou toda no amor, e serviço do Esposo Celestial. Visitou em pessoa os mais célebres santuários, não só de Hespanha, mas de França, Itália, e Palestina. Voltando a Portugal, prosseguiu no curso glorioso de acções heroicas. Erigiu sumptuosos Templos, em cujo ornato, e no socorro dos pobres, gastou muitas riquezas. Faleceu neste dia [28 de Fevereiro], ano de 1159. Jaz no Real Convento de Santo Isidoro de Leão, e seu epitáfio lhe dá os títulos de Espelho de Hespanha, Honra do Orbe, Glória do Reino, Cume da Justiça, Auge da Piedade. Louvores mui dignos das suas excelentes virtudes, e acções.
Basílica de S. Isidoro de Leão

26/02/2019

FUNDA-SE O MOSTEIRO DE ODIVELAS (27 de Fevereiro)

Túmulo do Rei D. Dinis no Mosteiro de Odivelas.

No mesmo dia [27 de Fevereiro], ano de 1295 lançou a primeira pedra ao nobilíssimo edifício do Real Mosteiro de Odivelas, de Religiosas de São Bernardo, assistindo naquele acto o Bispo de Lisboa, Dom João Martins de Soalhães, e o Cabido da Sé, e toda a Nobreza, que então se achava na Corte; cresceu a obra do Mosteiro com a pressa, e com a magnificência, que pediam o empenho, e a liberalidade de tão grande Rei. Está situado no vale de Odivelas, de que tomou o nome, e é uma das mais ilustres fábricas de Portugal. A Igreja é sumptuosíssima: compõem-se de três naves, e é tão comprida, que, dividida em duas partes, uma lhe serve de Coro com três ordens de cadeiras, capaz de duzentas Religiosas; a outra lhe serve de Igreja. Nela se celebram os Ofícios Divinos com singular pompa, e majestade, e com tanta melodia, e tão suave consonância de instrumentos, e vozes, que se representa, ser aquele Coro, um dos nove de Anjos; a Igreja se vê enriquecida com preciosos ornamentos, e os Altares cobertos de prata, e uma grande Custódia, toda de ouro esmaltada, e guarnecida de pedras preciosas, peça, que excede todo o valor. Fez ElRei Dom Dinis grandes doações a este Mosteiro, com a obrigação, de que as Religiosas dele, guardassem clausura perpétua, que até então as Religiosas não guardavam. Jazem neste Mosteiro, seu fundador ElRei Dom Dinis, em magnífica sepultura para a parte da Epístola: Seu neto o Infante Dom João, filho delRei Dom Afonso IV que está na Capela de São Pedro, para a mesma parte. Dona Maria, filha bastarda delRei Dom Dinis, Religiosa professa no mesma Convento, cuja sepultura se vê na parede do claustro, que respondo à Capela de São João Baptista: a senhora Dona Felipa, filha do Infante Dom Pedro, e da Infante Dona Isabel de Aragão, e neta delRei Dom João I vê-se a sua sepultura na Sacristia; no mesmo esteve também sepultada quinze meses, a Rainha Dona Felipa, mulher delRei Dom João I.

25/02/2019

DOM Fr. JOÃO DE PORTUGAL (26 de Fevereiro)

Coro da Sé de Viseu (Portugal).
Dom Frei João de Portugal, filho dos segundos Condes do Vimioso, Dom Afonso de Portugal, e Dona Luiza de Gusmão. Sobre cinquenta anos de perfeitíssimo Religioso, na Sagrada Ordem de São Domingos, foi promovido à Mitra de Viseu, onde prosseguiu, com ilustre fama de perfeitísssimo Prelado. Foi igualmente Santo, e Douto, e como tal, compôs quatro tomos: Da graça creada, e outro, que intitulou: Casamento Cristão; outro de Louvores de nossa Senhora, e outros tratados, que se conservam impressos, e manuscritos. Faleceu em longa, e venerável velhice, neste dia [26 de Fevereiro], ano de 1629.

24/02/2019

DOM PEDRO FERNANDES SARDINHA (25 de Fevereiro)

Resultado de imagem para Dom Pedro Fernandes Sardinha
Dom Pedro Fernandes Sardinha, Varão singular em letras e virtudes, foi o primeiro Bispo do Brasil, e no ano de 1552 passou àquelas partes, e deu na Bahia a primeira forma à Igreja Catedral. Trabalhou com zelo ardente na cultura daquele vastíssimo, e bárbaro rebanho, e não menos na boa direção dos Portugueses, esquecidos até ali, pela maior parte, das obrigações de Cristãos, por falta de doutrina, e de Pastor. Para remédio de alguns males, em que havia maior obstinação, tratou de voltar ao Reino, onde esperava facilitar na piedade delRei os meios mais oportunos ao bem de tantas almas. Navegando na altura de dez graus Austrais, junto ao Rio de São Francisco, sobre furiosa tormenta naufragou a sua Nau, salvando-se ele, e mais de noventa pessoas, para correrem maior tormenta na crueldade, e voracidade dos Índios. Acudiram em grande número, os daquela terra, chamados Caétes, e mostrando primeiro compaixão, investiram com desumano ímpeto aos míseros naufragantes, tão extremamente debilitados, que sem resistência se lhe entregaram, e foram logos despedaçados, e comidos. Correu a mesma fortuna o Bispo, esperando a morte com os joelhos em terra, as mãos, e os olhos levantados ao Céu. Afirma-se, que o campo, onde caiu morto, não se adornara mais da verdura natural, e ordinária. Foi sua morte neste dia [25 de Fevereiro], no ano referido.

23/02/2019

NAUFRAGA A NAU NOSSA SENHORA. DA BARCA (24 de Fevereiro)

Igreja de S. Francisco, Cochim (Índia).
Nos fins de Janeiro do ano de 1559 partiu de Cochim para Portugal, a Nau nossa Senhora da Barca, de que era Capitão Dom Luiz Fernandes de Vasconcelos, na qual vinham quase trezentas pessoas; na altura da Ilha de São Lourenço, acharam os ventos tão rijos, e dos mares tão grossos, e cruzados, que começou a Nau, a fazer água por muitas partes, e por mais diligências, que se fizeram, não largando as bombas de dias, nem de noite, acudindo a esta fadiga, até os Fidalgos, e pessoas principais, negando-se ao descanso, e ao sustento, nada bastou, para que se aliviasse o peso, que os oprimia, e tragava por instantes. Neste último perigo, mandou Dom Luiz lançar o batel ao mar, e nele recolheu até sessenta pessoas, carga excessiva para vaso de tão pequeno porte. Havia-se apartado já o batel da Nau, mas o Capitão o mandou chegar a ela, para recolher ao Padre Frei Fernando de Castro da sagrada Religião dos Menores, Varão de virtude singular, como bem mostrou neste caso: porque, com heroica, e estupenda resolução, disse: Que antes queria perder a vida, do que desamparar tantas almas, que ficava confessando, e consolando como melhor podia; fizeram-se logo os do batel noutra volta, deixando aos da Nau entre prantos, e gemidos, que seriam os ares, e indo ainda à vista dela, a viram ir a pique submergindo-se, em um ponto, aquela grande máquina, e tudo o que ia ela. Sucedeu este lastimosíssimo naufrágio neste dia [24 de Fevereiro], do ano que acima dissemos. Os dos batel, se salvaram finalmente à custa de insuportáveis fomes, e sedes, e por entre imensos trabalhos, e perigos. 

22/02/2019

ESTUPENDO PRODÍGIO EM GOA (23 de Fevereiro)

No mesmo dia [23 de Fevereiro], num Sábado da Quaresma, ano de 1619 saindo algumas pessoas da Igreja Paroquial de nossa Senhora da Luz, da Cidade de Goa, para a parte de um monte, chamado a Boa Vista, onde de muitos anos estava arvorada uma Cruz, sem Imagem de Cristo Senhor nosso; viram nela uma figura do mesmo Senhor, na forma, em que se costuma representar Crucificado, e que, com movimentos de vivo, se voltava, e punha os olhos sobre a Cidade, como antigamente sobre a de Jerusalém. Pasmaram todos os que se acharam presentes, e prostrando-se por terra, desfeitos os corações em lágrimas, e ternuras, imploravam a Divina Misericórdia. Desapareceu a visão brevemente, e logo a Cruz foi levada para a dita Igreja, onde começou a ser tida em suma veneração, e tocando-a os Fieis enfermos, e aflitos começaram a receber grandes, e singulares mercês da mão de Deus. Qualificou-se este raro prodígio, por autoridade Ordinária, jurando como testemunhas de vista treze pessoas de boa reputação, e dignas de todo o crédito.

21/02/2019

D. GONÇALO MENDES (22 de Fevereiro)

Dom Gonçalo Mendes, Prior do Real Convento de São Vicente, junto a Lisboa, (de cujas mãos recebem a Murça Augustiniana o glorioso Português, e Ulissiponense Santo António) foi Varão de vida inculpável: por suas virtudes logrou (por mais que lhe fugia) as estimações, e venerações do Príncipes daqueles tempos, os quais não obravam empresa mais relevante, sem os seus conselhos, e direções. Foi seu glorioso trânsito neste dia [22 de Fevereiro],  ano de 1249 e na mesma hora viu São Frei Gil (que então se achava em Santarém) ser levada sua ditosa alma ao Céu, por mãos de Anjos.

20/02/2019

BENTO Eremita (21 de Fevereiro)

Neste dia [21 de Fevereiro], ano de 1482 deu glorioso film à carreira mortal um Eremita Português, chamado Bento, e merecedor de memória perdurável; porque depois de viver neste Reino alguns anos no contínuo exercício de ásperas penitências, passou a Monserrate, e ali viveu sessenta e seis, e uma Ermida, ou cova, que ainda conserva o seu nome: a vida foi, qual pedia o lugar, e o desengano, e a morte, foi, qual havia sido a vida. 

NASCE A INFANTE D. ISABEL, filha delRei D. JOÃO I. (21 de Fevereiro)

No mesmo dia [21 de Fevereiro], ano de 1311 nasceu em Évora a Infante Dona Isabel, filha delRei Dom João I e da Rainha Dona Felipa, a qual depois foi Duquesa de Borgonha, e Condessa de Flandes, por casar com Felipe o Bom, senhor daqueles Estados: De seu casamento, e acções dizemos nos dias a que pertencem [21 de Janeiro / 17 de Dezembro]. 

19/02/2019

A Ven. MADRE CATARINA DA CONCEIÇÃO (20 de Fevereiro)

Igreja do Convento de São José, Saragoça (Espanha).
A Venerável Madre Catarina da Conceição, companheira da Santa Madre Teresa de Jesus, foi de família nobre, e uma das primeiras fundadoras do Convento da Reforma Carmelitana de Saragoça de Aragão, onde vulgarmente é chamada a Santa Portuguesa. Nasceu na Cidade de Tavira do Reino do Algarve, e já desde menina mostrou grande inclinação à virtude.  Passou a Madrid em companhia de seu tio, Dom Álvaro de Abranches, para Dama da Princesa Dona Joana, mãe delRei Dom Sebastião. Com a santa conversação de pessoas de virtude, se foi afervorando mais, e mais, no serviço de Deus, e veio a ser excelente em todo o género de virtudes. Sendo ainda noviça, e não sabendo ler, recorreu a Deus por meio da Oração, e superiormente ilustrada pegou de um Breviário, e leu com toda a expedição. Cheia de virtudes, e merecimentos faleceu neste dia, ano de 1617.