09/07/2018

S. MARINO, Mártir (10 de Julho)


SÃO Marino, natural de Lisboa, de nobílissimo sangue, e e muito mais na confissão da fé, em obséquio dela padeceu neste dia [10 de Julho] glorioso martírio na Cidade de Cesareia em África, Imperando o ímpio Juliano.

08/07/2018

S. BRISSOS, Bispo e Mártir (9 de Julho)

SÃO Brissos, Português, natural da nobre Vila de Mertola, Bispo de Évora, Capital da Província do Alentejo. Peregrinou por muitas de Hespanha, em obséquio da Fé, e utilidade espiritual de infinitas almas: ao ponto, em que padeceu martírio, se viu que a sua voava ao Céu em figura de Pomba: passou ao logro da coroa imortal neste dia [9 de Julho], ano de 300, imperando Diocleciano e Maximiano.

07/07/2018

Fr. SEBASTIÃO DA CONCEIÇÃO (8 de Julho)

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Frei Sebastião da Conceição, natural da Vila da Sertã, foi Religioso de exacta observância na sua Religião [ordem Religiosa] de Carmelitas Descalços, na qual foi Mestre de Filosofia e Teologia. Prelado em vários Conventos da sua Ordem, Provincial neste Reino, e ultimamente Geral da Família Carmelitana Descalça em toda a Hespanha, cuja dignidade deixou no ano de 1724. No sexênio do seu governo fundou o Convento de São João da Cruz em Hontiveros nas próprias casas, em que este gloriosos Santo havia nascido. Depois se restituiu a este Reino, e no Convento de Carmelitas Descalços da Cidade de Évora faleceu neste dia [8 de Julho] do ano de 1733.

06/07/2018

Fr. PEDRO DA COVILHÃ, Trinitário (7 de Julho)

Neste dia [7 de Julho], ano de 1498 padeceu pela Fé de Cristo, Frei Pedro da Covilhã, Português, Ministro do Convento da Santíssima Trindade de Lisboa, companheiro e Confessor de Vasco da Gama. Foi o primeiro, que depois do Apóstolo São Tomé, celebrou o Sacrifício da Missa, e pregou o Evangelho, e por ele derramou seu sangue na Índia Oriental.

05/07/2018

Soror MAGDALENA DA RESSURREIÇÃO (6 de Julho)

A MADRE Magdalena da Ressurreição, Religiosa do Mosteiro de Santa Clara da Vila da Castanheira, filha dos primeiros Condes e padroeiros da mesma Vila, e Mosteiro, Dom António de Ataíde e  Dona Anna de Távora; foi adornada de todas as virtudes religiosas em grau eminente, e muito favorecida de Deus com admiráveis prodígios na sua vida e morte, que teve neste dia, ano de 1630.

04/07/2018

NASCE O Infante D. PEDRO, filho de ElRei D. JOÃO V (5 de Julho)

No mesmo dia, ano de 1717 em Segunda-feira, pelo meio-dia, nasceu o Paço de Lisboa o senhor Infante Dom Pedro, filho delRei de Portugal Dom João V nosso Senhor, e da Rainha Dona Mariana de Áustria; e se festejou com as costumadas Reais demonstrações de aplauso e alegria.

03/07/2018

SETE MÁRTIRES EM MARROCOS (4 de Julho)

Neste dia [4 de Julho], ano de 1585 conseguiram em Marrocos a palma do martírio, em confissão e defensa da nossa Santa Fé, Francisco da Esperança, natural da Praça de Mazagão; Simão de Freitas, e António da Silva, da Vila de Setúbal; Domingos de Gouvea, e Francisco Gines da Vila de Monção; Amaro Gonçalves da Vila de Colares; e João de Paris. Foram seus corpo trazidos a Portugal no ano de 1641 e colocados na Capela de S. João Capristano da Igreja de S. Francisco da Cidade de Lisboa, onde são venerados e vistos os seus corpos inteiros, muitos alvos e cheirosos.

02/07/2018

ABRE-SE NO MAR UMA ESPANTOSA BOCA DE FOGO (3 de Julho)

No mesmo dia [3 de Julho], em Sábado, ano de 1638 se abriu no mar, uma para duas léguas de distância na Ilha de S. Miguel, defronte do monte, chamado das Camarinhas, uma espantosa boca de fogo, sem que o peso das águas, ainda que em altura de cento e cinquenta braças, pudesse oprimir ou rebater aquela impetuosa fúria. Com a mesma despedia, por entre vivas chamas, e negras cerrações, pedras, arca e água, levantando tudo até às nuvens. De quanto em quando arrojava penedos de tão estupenda grandeza, que apreciam montes, e levantando-os em altura de três lanças ao ar, tornavam a cair na própria boca, donde haviam saído; e muitas vezes ao cair, se encontravam com outros, que subiam e se despedaçavam uns e outros com horrendo estrondo: andavam pasmados e atónitos os moradores da Ilha, temendo, que aquela boca voltasse contra ela, e a tragasse de um bocado; mas quis Deus, que se desfez e extinguiu no mesmo sítio em que se abrira, sem outro dano, mais que o de infinitos peixes, que o mesmo fogo assou, ou cozeu dentro na água, e o mar arrojou às praias.

01/07/2018

PRINCÍPIO, CULTO E INVOCAÇÃO DA VISITAÇÃO DE N.SENHORA NAS CASAS DA MISERICÓRDIA (2 de Julho)

Neste dia [2 de Julho] se celebra na Igreja Católica a Visitação da Virgem Maria, Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel. O Pontífice Urbano VI instituiu esta festa no ano de 1399. ElRei Dom Manuel aumentou o seu culto impetrando da Sé Apostólica celebrar-se neste Reino com o rito de Duplex maior; e deu com muita propriedade a mesma invocação às Igrejas das casas da Misericórdia destes Reinos.

ANO HISTÓRICO - de JULHO

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ANNO HISTORICO,
DIARIO PORTUGUEZ


Índice de
JULHO

Dias:

- 1 - I, II, III, IV, V.
- 2 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII.
- 3 - I, II, III, IV, V, VI.
- 4 - I, II, III, IV.
- 5 - I, II, III, IV.
- 6 - I, II, III.
- 7 - I, II, III.
- 8 - III, III, IV.
- 9 - I, II, III, IV, V, VI.
- 10 - III, III.
- 11 - I, II, III, IV, V, VI.
- 12 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX.
- 13 - I, II, III, IV, V.
- 14 - I, II, III, IV, V.
- 15 - I, II, III, IV, V.
- 16 - I, II, III, IV, V.
- 17 - III, III.
- 18 - I, II, III, IV.
- 19 - I, II, III, IV.
- 20 - I, II, III.
- 21 - I, II, III, IV, V.
- 22 - I, II, III, IV, V.
- 23 - I, II, III.
- 24 - I, II, III, IV, V.
- 25 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X.
- 26 - I, II, III, IV, V.
- 27 - I, II, III.
- 28 - I, II, III, IV, V.
- 29 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
- 30 - I, II, III, IV.
- 31 - I, II, III.



PROTESTO

"Em observância dos Decretos Apostólicos, em nome do Autor, e meu, declaro, que as pessoas, que viveram, e morreram com fama de santidade, e os milagres, e sucessos, que excederem as forças humanas, e se referem neste livro, sem estarem aprovadas pela Santa Sé Apostólica; não têm mais autoridade, ou certeza, que a que dão os Autores, que primeiro as escreveram; e em tudo me sujeito às determinações da S. I. R. - Lourenço Justiniano da Anunciação."

19/06/2018

FÉRIAS


Caros leitores, o blog SANTO ZELO entrou de férias, pois estarei ocupada noutras tarefas que não poderei adiar. Voltarei dia 2 de Julho.

Fiquem com Deus.
Rafaela

17/06/2018

D. DIOGO DE SOUSA, Arcebispo de Braga (18 de Junho)

Dom Diogo de Sousa, foi filho de João Rodrigues de Vasconcelos, Senhor de Figueiró, e de D. Branca da Silva, filha de Rui Gomes da Silva, Alcaide Mór de Campo Maior, fidalgos da mais selecta nobreza em Portugal. Estudou neste Reino as primeiras letras, e em Paris e Salamanca as ciências maiores, e saiu insigne Letrado. Logrou as estimações de três Reis sucessivos: ElRei D. João III o fez Deão da sua capela, e Bispo do Porto, e seu Embaixador a Roma de obediência a Alexandre VI. ElRei Dom Manuel o fez Arcebispo  de Braga, Capelão de sua segunda mulher; em todos estes cargos e funções, se houve de maneira que conseguiu merecidos créditos e aplausos universais. Sendo Bispo do Porto tresladou o corpo de São Pantaleão Mártir da Igreja de São Pedro de Miragaia; para a Catedral, com soleníssima procissão (como outro dia diremos). Sendo Arcebispo de Braga ilustrou aquela Cidade com obras tão úteis e suntuosas, que depois delas, parecia outra Cidade nova, com o mesmo nome. Ainda se esmerou mais na Igreja Catedral, e a pôs na grandeza e luzimento, que hoje tem: apenas há parte naquele grande corpo, a que não desse nova forma e nova perfeição. Dilatou-se a sua grandea a toda a Diocese, edificando em várias partes dela novos Conventos, ou reformando os antigos; ao mesmo tempo socorria as necessidades do pobres em mão liberalíssima. A expensas suas foi chamado de Flandes o famoso João Vazeu, para ensinar em Braga as humanidades, o qual depois ilustrou com seus escritos as histórias antigas de toda Espanha. Tantas e tão insignes obras, e muito mais as suas virtudes, o puseram em tão ata reputação, que era tido, sem controvérsia, pelo Prelado mais excelente que viu Portugal naquele século. Morreu neste dia [18 de Junho] com setenta e dois anos de idade, ano de 1532.