25/07/2019
22/07/2019
Sta. SECULINA, Virgem (23 de Julho)
21/07/2019
SUBVERSÃO DE UM BAIRRO DE LISBOA (22 de Julho)
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| Igreja de Sta. Catarina do Monte Sinai, Lisboa |
20/07/2019
O FAMOSO ANTÓNIO DE GOUVEA. NOTÍCIA DE MANFREDO DE GOUVEA, SEU FILHO (21 de Julho)
António de Gouvea, Português, natural da Cidade de Beja, excelente Poeta, grande Filósofo, e sapientíssimo Jurisconsulto: criou-se desde a primeira idade em França, e estudou na Universidade de Paris, assistindo com seu tio Diogo de Gouvea, Reitor do Colégio de Santa Bárbara: fez tão grande progressos nas Humanidades, que ninguém em seu tempo escreveu, e falou mais puramente Latim, ou fez melhor os versos na mesma língua. Como fosse igualmente capaz para todas as ciências, se fez tão insigne em todas, como se o empreendera ser só em cada uma: aprendeu, e pouco depois ensinou em Avinhão o Direito Civil, onde o famoso Cujacio afirmava: que só este mancebo tinha achado o melhor modo de dar nos sentidos de Justiniano; e que temia, que a reputação do mesmo havia de escurecer a sua própria, pelos tempos a diante: ensinou depois em Tolosa: depois passou ao Piamonte, e subiu a ser Conselheiro do Conselho secreto de Manoel Filisberto, Duque de Saboia, e logrou com aquele Príncipe as maiores estimações: compôs doutíssimos volumes de Direito Civil, em que bem comprovou a felicidade, profundidade do seu engenho. Morreu na Côrte de Turim, neste dia [21 de Julho], ano de 1565.
Deixou um filho, por nome Manfredo de Gouvea, que também foi Conselheiro de Estado do Duque de Saboia Carlos Manoel, e do Senado de Turim; e foi também homem doutíssimo em Humanidade, e Direito Civil, e como tal, escreveu elegantíssimos versos, vários consultos Jurídicos, e excelentes Comentários In Julium Clarum, e outras obras engenhosas; ignoramos o ano, e dia de sua morte.
19/07/2019
O Venerável GREGÓRIO LOPES (20 de Julho)
O admirável, e o prodigioso servo de Deus Gregório Lopes, Português, natural da nobre Vila de Linhares, peregrino da sua Pátria na idade de dezasseis anos, e depois por trinta e três solitário habitador do novo mundo em um retiro de todo o comércio com ele: contemplativo altíssimo, e tão superior aos afectos da natureza, que no meio de intoleráveis dores, nunca se lhe ouviu um "ai". De espírito tão profundo, e recôndito, que o mesmo demónio não podia conjeturar suas operações. Tão perfeito, que por toda sua vida, nem disse palavra escusada, nem nas suas acções se lhe advertiu imperfeição alguma. De tão rara pureza de consciência, que comungava frequentemente, sem receber o Sacramento da Confissão, porque aquela o não acusava de haver cometido acto algum pecaminoso com advertência. De tão rara união com Deus, que por três anos contínuos, a cada respiração dizia interiormente: Fiat voluntas tua; e depois passou a acto contínuo de amor do mesmo Senhor, sem interrupção, ainda quando delineava mapas, por ser muito inclinado a Matemáticas. De gravidade tão admirável, que a todos infundia respeito. De atractivo tão singular, que até os Índios mais bárbaros os entranhavelmente o amavam. Tão ilustrado, que lhe infundiu Deus todas as ciências naturais, e sobrenaturais, com que expôs soberanamente o Apocalipse: sabia toda a Bíblia de memória penetrando os maiores segredos dela, com pasmo dos homens mais eruditos; enfim, um dos maiores prodígios da Divina Graça. Viveu, e morreu com verdadeira opinião de santidade, na solidão de Santa Fé, das léguas da Cidade de México, neste dia [20 de Julho], ano de 1596 com cinquenta e quatro de idade.
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