Idácio, Português, Bispo de Lamego, depois Arcebispo de Braga, Prelado insigne, e Escritor famoso: por sua rara humildade se chamava, e assinava o Pecador; mas as suas sngulares virtudes, e grandes letras o faziam conhecido, e estimado em toda a Igreja, e S. Leão Papa I do nome o tratava com grande familiaridade, e públicas estimações, e o nomeou Presidente no Sínodo de Celenas, onde foram confutados os erros de Prisciliano, e comprovadas com irregrafáveis fundamentos as verdades da Fé, pela qual o Santo Bispo padeceu grandes tribulações. Compôs uma Cronologia, que começa desde o primeiro ano do Consulado de Teodósio, e contém tudo o que sucedeu no mundo no espaço de cento e vinte anos. Compôs também os Fastos Consulares desde Aureliano Augusto, até a morte de Honório. Cheio de virtudes, e boas obras, passou neste dia [6 de Maio] a lograr o prémio delas, ano de 494.
05/05/2019
04/05/2019
S. SILVANO, Mártir (5 de Maio)
São Silvano, também como o do dia precedente, da Ilustríssima família dos Silvas em Portugal, passou a Roma, onde padeceu neste dia [5 de Maio] cruel martírio, imperando Maximino, na sexta perseguição da Igreja Católica.03/05/2019
S. MARINA, V. (4 de Maio)
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| Ruínas do Convento de Sta. Marina, Salamanca |
02/05/2019
S. Fr. ZACARIAS (3 de Maio)
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| Convento de S. Francisco, Alenquer (Portugal) |
01/05/2019
O Beato Fr. BERNARDO DE RIVO (2 de Maio)
| Convento de S. Domingos de Benfica, Lisboa (Portugal) |
27/04/2019
NASCE A Infante D. ISABEL, filha delRei D. JOÃO III (28 de Abril)

No mesmo dia [28 de Abril], ano de 1529 nasceu a Infante Dona Isabel, filha dos Reis Dom João III e Dona Catarina.
25/04/2019
S. LUPÉRCIO, E SEUS COMPANHEIROS MÁRTIRES (26 de Abril)
24/04/2019
VITÓRIA DE TRANCOSO (25 de Abril)
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| Muralhas de Trancoso |
Esta foi a famosa vitória, chamada de Trancoso, sucedida neste dia [25 de Abril], ano de 1385 e um das mais gloriosas, que o braço Português conseguiu dos Castelhanos, se se considerar a desigualdade do número, a duração do combate, a grande perda dos inimigos, e a pouca dos nossos.
22/04/2019
PARTE PARA INGLATERRA A Rainha D. CATARINA (23 de Abril)
Chegando a Lisboa as notícias de se haver ajustado casamento da Sereníssima senhora Dona Catarina, Infante de Portugal com Carlos II Rei da Grã-Bretanha, se receberam, com gerais demonstrações de gosto, e se aplaudiram com majestosas festas de fogos, luminárias, e touros, em que tourearam com igual luzimento, e despreza, os Condes de Sarzedas, e da Torre, e Dom João de Castro. Pouco depois, chegou a Armada de Inglaterra, que havia de conduzir a Infante, e nova Rainha. Constava de quatorze Naus de Guerra, era seu General Duarte de Montegui Conde de Sanduich, com título de Embaixador extraordinário, e vinham nela muitos Cavaleiros ilustres, destinados para o serviço da Rainha, a qual saiu neste dia [23 de Abril], ano de 1662 de manhã da Antecâmara da Rainha Regente à sua mão direita, e dois passos diante elRei Dom Afonso, e o Infante Dom Pedro, e os Oficiais da Casa, Títulos, e Nobreza. Desceram à sala dos Tudescos, e chegando ao topo da escada, que vai dar ao pátio da Capela, se deteve a Rainha mão, como em lugar destinado para as últimas despedidas, e sem consentir, que a sua filha lhe beijasse a mão (como pretendia) a abraçou estreitamente, e lhe lançou a bênção, reprimindo com generoso ânimo os afectos da ternura, entre os decoros da Majestade; mas pouco depois, em lugar solitário, pagaram os olhos a violência, que haviam feito ao coração. Baixou a Rainha de Inglaterra a escada, entre ElRei, e o Infante, seus irmãos; e não cedendo a Rainha mãe às instâncias, que a filha lhe fez repetidas, para que se recolhesse antes de entrar na carroça, entrou enfim depois de uma profunda reverência, a que a mãe correspondeu com outra bênção, voltando as costas antes de entrarem na carroça seus filhos. Nela foi a Rainha à mão direita de ElRei, e o Infante a Igreja Catedral, acompanhados de toda a Nobreza com luzidíssimas galas. Estavam as ruas adornadas com grande pompa, e a espaços se viam arcos triunfantes de admirável pompa, e a espaços se viam arcos triunfais de admirável artifício, e majestade. O som das trombetas, e charamelas, e de outros instrumentos alegres, os repiques dos sinos, o estrondo marcial das salvas da artilharia, os vivas do Povo, tudo formava uma representação por extremo festiva, e plausível. Ouviram Missa os Reis, de dentro da cortina, precedendo sempre no lugar a Rainha, e logo voltaram para o rio, onde os esperava o Bargantim Real, e outros muitos ricamente adornados, em que se embarcaram as Magestades, e os Ministros da Côrte, e Fidalgos, naturais, e estrangeiros, transformando-se de repente o dourado Tejo em uma Cidade portátil, e vistosíssima. ElRei, e o infante, acompanharam a Rainha, sua irmã até a câmara, que lhe estava aparelhada na Capitania de Inglaterra, e quando ambos se despediram, a Rainha os acompanhou até o primeiro degrau da escada, por onde haviam subido, não querendo voltar para a câmara, por mais instâncias, que elRei lhe fez, até que ele, e o Infante, entraram no toldo do Bargantim. No tempo, que duraram estas funções, e no em que se deteve a Armada no rio, se prosseguiram as salvas, e músicas, e outras demonstrações de aplauso, e alegra, até que, largando as velas ao vento, saiu a Armada, de cujo sucesso daremos notícia no dia a que pertence.
20/04/2019
Dona BETAÇA (21 de Abril)
Dona Betaça [ou Vataça Lascaris], filha de Guilhermo, Conde de Vintemilha, Cavaleiro nobilíssimo no Estado de Gênova, e de Irene, filha de Teodoro Lascaro o menor, Imperador de Constantinopla; veio por casos adversos, de Itália a Aragão, de Aragão a Portugal, com a Rainha Santa Isabel, que a fez Aia do seu filho, o Infante Dom Afonso, depois Rei IV do nome; emprego, em que deu grandes provas de prudência, e piedade. Casou com Martim Anes, Fidalgo muito ilutre daqueles tempos, de quem não teve sucessão: viveu sempre com grande exemplo de vida, e morreu cheia de boas obras, neste dia [21 de Abril], ano de 1336. Jaz na Catedral de Coimbra.19/04/2019
S. TEODORO, Confessor (20 de Abril)
São Teodoro, natural de Medelim (Município da antiga Lusitânia) foi chamado o Admirável, pelos extremos com que se entregou em um deserto aos rigores da penitência. Floresceu em milagres: tremiam os demónios do seu nome, e à sua vista fugiam, como as sombras da luz. Só no tacto da sua vestidura achavam os enfermos presentâneo remédio. Passou neste dia [20 de Abril], pelos anos de 300 da vida temporal à eterna, e muitos depois da sua morte, manou de seu corpo um miraculoso licor.
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