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| Ruínas do Convento de Sta. Marina, Salamanca |
03/05/2019
S. MARINA, V. (4 de Maio)
02/05/2019
S. Fr. ZACARIAS (3 de Maio)
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| Convento de S. Francisco, Alenquer (Portugal) |
01/05/2019
O Beato Fr. BERNARDO DE RIVO (2 de Maio)
| Convento de S. Domingos de Benfica, Lisboa (Portugal) |
27/04/2019
NASCE A Infante D. ISABEL, filha delRei D. JOÃO III (28 de Abril)

No mesmo dia [28 de Abril], ano de 1529 nasceu a Infante Dona Isabel, filha dos Reis Dom João III e Dona Catarina.
25/04/2019
S. LUPÉRCIO, E SEUS COMPANHEIROS MÁRTIRES (26 de Abril)
24/04/2019
VITÓRIA DE TRANCOSO (25 de Abril)
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| Muralhas de Trancoso |
Esta foi a famosa vitória, chamada de Trancoso, sucedida neste dia [25 de Abril], ano de 1385 e um das mais gloriosas, que o braço Português conseguiu dos Castelhanos, se se considerar a desigualdade do número, a duração do combate, a grande perda dos inimigos, e a pouca dos nossos.
22/04/2019
PARTE PARA INGLATERRA A Rainha D. CATARINA (23 de Abril)
Chegando a Lisboa as notícias de se haver ajustado casamento da Sereníssima senhora Dona Catarina, Infante de Portugal com Carlos II Rei da Grã-Bretanha, se receberam, com gerais demonstrações de gosto, e se aplaudiram com majestosas festas de fogos, luminárias, e touros, em que tourearam com igual luzimento, e despreza, os Condes de Sarzedas, e da Torre, e Dom João de Castro. Pouco depois, chegou a Armada de Inglaterra, que havia de conduzir a Infante, e nova Rainha. Constava de quatorze Naus de Guerra, era seu General Duarte de Montegui Conde de Sanduich, com título de Embaixador extraordinário, e vinham nela muitos Cavaleiros ilustres, destinados para o serviço da Rainha, a qual saiu neste dia [23 de Abril], ano de 1662 de manhã da Antecâmara da Rainha Regente à sua mão direita, e dois passos diante elRei Dom Afonso, e o Infante Dom Pedro, e os Oficiais da Casa, Títulos, e Nobreza. Desceram à sala dos Tudescos, e chegando ao topo da escada, que vai dar ao pátio da Capela, se deteve a Rainha mão, como em lugar destinado para as últimas despedidas, e sem consentir, que a sua filha lhe beijasse a mão (como pretendia) a abraçou estreitamente, e lhe lançou a bênção, reprimindo com generoso ânimo os afectos da ternura, entre os decoros da Majestade; mas pouco depois, em lugar solitário, pagaram os olhos a violência, que haviam feito ao coração. Baixou a Rainha de Inglaterra a escada, entre ElRei, e o Infante, seus irmãos; e não cedendo a Rainha mãe às instâncias, que a filha lhe fez repetidas, para que se recolhesse antes de entrar na carroça, entrou enfim depois de uma profunda reverência, a que a mãe correspondeu com outra bênção, voltando as costas antes de entrarem na carroça seus filhos. Nela foi a Rainha à mão direita de ElRei, e o Infante a Igreja Catedral, acompanhados de toda a Nobreza com luzidíssimas galas. Estavam as ruas adornadas com grande pompa, e a espaços se viam arcos triunfantes de admirável pompa, e a espaços se viam arcos triunfais de admirável artifício, e majestade. O som das trombetas, e charamelas, e de outros instrumentos alegres, os repiques dos sinos, o estrondo marcial das salvas da artilharia, os vivas do Povo, tudo formava uma representação por extremo festiva, e plausível. Ouviram Missa os Reis, de dentro da cortina, precedendo sempre no lugar a Rainha, e logo voltaram para o rio, onde os esperava o Bargantim Real, e outros muitos ricamente adornados, em que se embarcaram as Magestades, e os Ministros da Côrte, e Fidalgos, naturais, e estrangeiros, transformando-se de repente o dourado Tejo em uma Cidade portátil, e vistosíssima. ElRei, e o infante, acompanharam a Rainha, sua irmã até a câmara, que lhe estava aparelhada na Capitania de Inglaterra, e quando ambos se despediram, a Rainha os acompanhou até o primeiro degrau da escada, por onde haviam subido, não querendo voltar para a câmara, por mais instâncias, que elRei lhe fez, até que ele, e o Infante, entraram no toldo do Bargantim. No tempo, que duraram estas funções, e no em que se deteve a Armada no rio, se prosseguiram as salvas, e músicas, e outras demonstrações de aplauso, e alegra, até que, largando as velas ao vento, saiu a Armada, de cujo sucesso daremos notícia no dia a que pertence.
20/04/2019
Dona BETAÇA (21 de Abril)
Dona Betaça [ou Vataça Lascaris], filha de Guilhermo, Conde de Vintemilha, Cavaleiro nobilíssimo no Estado de Gênova, e de Irene, filha de Teodoro Lascaro o menor, Imperador de Constantinopla; veio por casos adversos, de Itália a Aragão, de Aragão a Portugal, com a Rainha Santa Isabel, que a fez Aia do seu filho, o Infante Dom Afonso, depois Rei IV do nome; emprego, em que deu grandes provas de prudência, e piedade. Casou com Martim Anes, Fidalgo muito ilutre daqueles tempos, de quem não teve sucessão: viveu sempre com grande exemplo de vida, e morreu cheia de boas obras, neste dia [21 de Abril], ano de 1336. Jaz na Catedral de Coimbra.19/04/2019
S. TEODORO, Confessor (20 de Abril)
São Teodoro, natural de Medelim (Município da antiga Lusitânia) foi chamado o Admirável, pelos extremos com que se entregou em um deserto aos rigores da penitência. Floresceu em milagres: tremiam os demónios do seu nome, e à sua vista fugiam, como as sombras da luz. Só no tacto da sua vestidura achavam os enfermos presentâneo remédio. Passou neste dia [20 de Abril], pelos anos de 300 da vida temporal à eterna, e muitos depois da sua morte, manou de seu corpo um miraculoso licor.
18/04/2019
A PRIMEIRA VITÓRIA DOS GUARARAPES (19 de Abril)

A poucas léguas de distância do Recife (Praça capital de Pernambuco) situou a natureza uns montes, ou serras, a que chamam guararapes, de tão desmedida elevação, que em algumas partes, levantam a cabeça sobre as nuvens: em partes se abrem em concavidades tão profundas, que a vista lhe não acha termo. Nas fraldas destes montes (que deram nome a duas ilustres vitórias) se dilata uma campina grande, onde, neste dia [19 de Abril], que era Domingo de Pascoela, ano de 1648 se avistaram dois exércitos (Holandês, e Português) pequenos em número, mas grandes pelo valor dos soldados, experiência, e perícia dos Generais. Contava o exército Holandês de sete mil e quatrocentos combatentes da mesma Nação, e da Francesa, Alemã, Húngara, Polaca, Inglesa, Sueca, todos soldados práticos, valerosos, e bem armados. Acrescia um bom corpo de Índios, e negros, seis peças de artilharias, e todas as munições, e armas, que servem em semelhantes casos. Os Generais deste exército, ou Cabos principais dele, eram Sigismundo Vanscoph, Henrique Hus, e o Coronel Brinch, os quais foram escolhidos para esta guerra, como homens aprovados nas de Flandres onde haviam militado com grande nome. O exército Português constava de dois mil e quinhentos soldados, em que entravam dois terços de Índios, e negros; dele era Mestre de Campo General Francisco Barreto de Menezes, e Cabos principais João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Dom António Filipe Camarão, e Henrique Dias. Bem se deixa ver entre um, e outro exército, a desigualdade do número, mas também era em ambos muito desigual, e diferente, a causa. Pelejavam os Católicos pela Fé, pela honra, pela liberdade, pela Pátria, pela fazenda, e em defesa das mulheres, e filhos. Pelejavam os hereges por usurpar o alheio, sem outro direito, mais que o das armas, acompanhado de infinitas exorbitâncias, e tiranias. Deram, pois, os instrumentos bélicos o final de acometer, e deram os Holandeses primeira, e segunda carga, mas a tempo, que pela distância não fez nos Portugueses dano considerável; estes, porém, chegando-se mais perto, empregaram com tanta felicidade os tiros dos seus mosquetes, que logo se viram no campo contrário grandes princípios de confusão, e desordem. e sem mais dilação, nem darem ímpeto, e valor, que em breve espaço romperam os esquadrões inimigos. Era mais duro, e horrível o combate em um alto, onde estes pugnavam por defender a sua artilharia: os nossos por ganhá-la, e ganhando-a com efeito, se aclamavam já vencedores, quando Segismundo, acudiu com mil soldados, que deixara de reserva, os quais até ali descansados, agora resolutos, puseram aos nossos em grande consternação. Cobraram outra vez a artilharia, perdida por eles, e agora mal guardada pelos negros, e Índios do nosso exército, a cujo cargo estava, os quais, divertindo-se em despojar os mortos, se viram carregados com tanta pressa, e força, que sem dúvida pereceriam todos, a não serem socorridos de quinhentos infantes, que os nossos Cabos tinham também de reserva. Aqui se renovou o conflicto, e se pôs outra vez a fortuna indiferente, e quando já parecia, que inclinava para os contrários, então os nossos Genrais ansiosos de venderem a batalha, ou acabarem nela, se arrojaram no maior perigo como soldados particulares, e exortando aos seus, (mais que com palavras) com luzidíssimas provas de valor, assim carregaram aos inimigos, que depois de cinco horas de obstinadíssima peleja, os romperam, e derrotaram com morte de mil e duzentos, em que entraram cento e oitenta Oficiais, e dois Coronéis, um deles Henrique Hus. Dos quais escaparam com vida, a poucos deixou de assinalar o nosso ferro; entre eles, foi Segismundo, ferido em uma perna, de que ficou coxeando em quanto viveu, para que a cada passo, se lembrasse da nossa vitória, e da sua infelicidade. Morreram dos nossos, oitenta e quatro: os feridos passaram de quinhentos: os despojos foram riquíssimos, em que entraram o estandarte da República de Holanda, e vinte e nove bandeiras; ficou prisioneiro o Coronel Kever, soldado de grande reputação. Foi esta vitória de relevantíssimas consequências para a restauração de Pernambuco, como pouco depois mostraram o tempo, e os sucessos.
17/04/2019
O Pe. BENTO FERNANDES (18 de Abril)

O Padre Bento Fernandes, natural da Vila de Borba na Província do Alentejo, um dos grandes talentos, que ilustrram a sagrada Religião da Companhia de Jesus, foi expositor insigne do livro do Génesis, sobre o qual imprimiu três doutíssimos volumes, que andam nas palmas, e estimações dos sábios. Deixou pronto para a Imperensa outro volume sobre o Evangelho de São Lucas. Faleceu em São Roque com sessenta e sete anos de idade, no de 1630.
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