12/01/2019

Sto. ADELFIO, Bispo e Mártir (13 de Janeiro)


NESTE dia [13 de Janeiro] padeceu martírio a mãos de Mouros em defensa da Fé, no infeliz ano de 714 Santo Adelfio Bispo da Cidade de Tuy, a qual pertencia naquele tempo à antiga Lusitânia: morreram juntamente com ele, pela mesma causa, muitos Cristãos, principalmente Sacerdotes.

[35. A Oppa sucedeu Adelfio antes do ano 688, pelo mês de Maio, em cujo dia 11 assistiu ao XV Concílio de Toledo, e assinou os respectivos decretos com os demais Prelados. (…).
36. Adelfio governava Tuy no ano 693 no qual voltou a Toledo, e assistiu ao XVI Concílio. (…)
39. Ao tempo do Bispo Adelfio corresponde a restauração do Reino da Galiza, que fez o Rei Égica, colocando em Tuy seu filho Witiza, para que governasse o Reino dos Suevos, e o pai o dos Godos (…) o Rei enviou ali com seu filho ao Duque Fáfila, filho do Rei Chindasvind [Quindasvinto], e Pai de D. Pelaio. Mas o Duque teve o infortúnio de cair em desgraça da Rainha, que instigando o seu marido Witiza, feriu-o na cabeça com um cravo, e morreu.
40. Assim que faleceu o Rei Égica, deixou a residência de Tuy, e passou-se a Toledo, governando só todas as Províncias de Espanha, mas tão mal, que logo caíram na mão de Africanos, pelos anos 714.
41. Esta desgraça não a viu já Adélfio, mas sim o seu sucessor: ignoramos o seu nome, pois achamos apenas a notícia de que padeceu muitos trabalhos, como se dirá. (España Sagrada - Tomo XXII; Madrid, ano 1768. pág. 34 - tradução: Santo Zelo Blog)].

11/01/2019

JOANE O POBRE (12 de Janeiro)

Joane o Pobre, era da nobilíssima família dos Condes de Urgel em Catalunha: viveu muitos anos, e morreu em Portugal na Província dentre Douro e Minho, junto ao Convento de Vilar de Frades, onde jaz enterrado: Foi homem de vida santíssima, e perseverou até a morte em perenes, e ardentes exercícios de Oração, e mortificação. Jaz no mesmo Convento de Vilar.


10/01/2019

BEATO Fr. JOÃO DA HORTA (11 de Janeiro)

Valverde

O Beato Frei João de Horta [ou Fr. João Hortelão], Português, natural da Vila de Valverde da Comarca da Torre de Moncorvo do Arcebispado de Braga, sendo pastor era já tão virtuoso, e observante dos preceitos eclesiásticos, e dotado de tão alta fé, que fazia do seu gabão barba, e dos braços remos com que passava o rio Sabor para ouvir Missa em uma Igreja, que estava da outra parte do mesmo rio. Com uns Frades de São Francisco foi ao Convento de Salamanca da mesma Ordem, onde sendo logo manifestas as suas raras virtudes, o admitiram ao seu hábito, dando-lhe o exercício da cultura da horta, que por esta causa lhe ficou por apelido. A defensa dos pássaros, que concorriam a comer a seara, o impediram ajudar às Missas, e para se não privar desta consolação, quando lhe parecia tempo de servir na Igreja, chamava todas as aves, que assistiram na cerca, e foram dela, as quais obedecendo às suas vozes se colhiam em uma casa da horta, onde as fechava até vir dos Ofícios Divinos, e depois lhe dava liberdade. Este, e outros prodígios com as muitas virtudes, e penitências, que exercitava, lhe granjearam o epíteto de Santo, que teve na vida, e morte, que predisse, e foi neste dia [11 de Janeiro] no ano de 1501. 

09/01/2019

S. GONÇALO DE AMARANTE, Confessor (10 de Janeiro)


SÃO Gonçalo, Taumaturgo  Português, e glória de Portugal, espelho claríssimo de virtudes, fonte perene de portentosas maravilhas: Logo, que recebeu o santo Baptismo, pôs os olhos numa Imagem de Cristo Crucificado com prodigiosa atenção, como mostrando, que só aquele Senhor seria o alvo dos seus afectos, o centro das suas adorações. Estudou as letras Sagradas, e por elas foi promovido ao governo de uma Igreja, onde começou a dar claras provas do zelo, em que ardia da salvação dos próximos; mas, largando-a brevemente a um sobrinho seu, partiu para os Lugares Santos de Jerusalém, a desafogar em rios de amorosas lágrimas, os ardores do coração. Voltando a Portugal, entrou da sagrada Religião dos Prégadores; e em todos estes Estados, resplandeceu por modo admirável: Estudante, na modéstia; Pastor, na vigilância; Peregrino, na paciência; Religioso, nas virtudes todas, e em todas, em grau eminentíssimo. Entregue ao Exercício da Prégação, colheu copiosos frutos. Porém, a eficácia do seu zelo, o ardor da sua caridade, não só atendiam a salvar as almas, senão também as vidas. Muitas naufragavam nas correntes arrebatadas do rio Tamega: Empreendeu  atar-lhe as margens com uma grandiosa ponte, e contra toda a esperança humana, pôs a obra em última perfeição; concorrendo para elas, obedientes os brutos, fecundos os penhascos, rendidos os Elementos. Com mais esta grande glória, sobre tantas, foi lograr neste dia [10 de Janeiro] a eterna, ano de 1262. Jaz sepultado em Amarante em um Nobre Convento da sua Ordem, fundação delRei Dom João IIII e concorrem sem número os Fiéis à sua sepultura; porque acham ali, também sem número, os benefícios.

ANO HISTÓRICO - de JANEIRO

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ANNO HISTORICO,
DIARIO PORTUGUEZ


Índice de
JANEIRO

Dias:

1 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI.
2 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX.
3 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
4 - I, II, III, IV.
5 - I, II, III, IV, V.
6 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV.
7 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
8 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
9 -  I, II, III, IV, V, VI, VII.
10 -  I, II, III, IV, V.
11 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII.
12 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX.
13 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
14 - I, II, III, IV, V, VI.
15 - I, II, III, IV, V.
16 - I, II, III, IV.
17 - I, II, III, IV.
18 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
19 - I, II, III, IV, V, VI.
20 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X.
21 - I, II, III, IV, V, VI.
22 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX.
23 - I, II, III, IV, V, VI.
24 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
25 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
23 - I, II, III, IV, V, VI.
24 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
25 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
26 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
27 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX.
28 - I, IIIII, IV, V, VI, VII, VIII, IX.
29 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
30 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII.
31 - III, III, IV, V.




PROTESTO


"Em observância dos Decretos Apostólicos, em nome do Autor, e meu, declaro, que as pessoas, que viveram, e morreram com fama de santidade, e os milagres, e sucessos, que excederem as forças humanas, e se referem neste livro, sem estarem aprovadas pela Santa Sé Apostólica; não têm mais autoridade, ou certeza, que a que dão os Autores, que primeiro as escreveram; e em tudo me sujeito às determinações da S. I. R. - Lourenço Justiniano da Anunciação."