Neste dia [4 de Julho], ano de 1585 conseguiram em Marrocos a palma do martírio, em confissão e defensa da nossa Santa Fé, Francisco da Esperança, natural da Praça de Mazagão; Simão de Freitas, e António da Silva, da Vila de Setúbal; Domingos de Gouvea, e Francisco Gines da Vila de Monção; Amaro Gonçalves da Vila de Colares; e João de Paris. Foram seus corpo trazidos a Portugal no ano de 1641 e colocados na Capela de S. João Capristano da Igreja de S. Francisco da Cidade de Lisboa, onde são venerados e vistos os seus corpos inteiros, muitos alvos e cheirosos.03/07/2018
SETE MÁRTIRES EM MARROCOS (4 de Julho)
Neste dia [4 de Julho], ano de 1585 conseguiram em Marrocos a palma do martírio, em confissão e defensa da nossa Santa Fé, Francisco da Esperança, natural da Praça de Mazagão; Simão de Freitas, e António da Silva, da Vila de Setúbal; Domingos de Gouvea, e Francisco Gines da Vila de Monção; Amaro Gonçalves da Vila de Colares; e João de Paris. Foram seus corpo trazidos a Portugal no ano de 1641 e colocados na Capela de S. João Capristano da Igreja de S. Francisco da Cidade de Lisboa, onde são venerados e vistos os seus corpos inteiros, muitos alvos e cheirosos.02/07/2018
ABRE-SE NO MAR UMA ESPANTOSA BOCA DE FOGO (3 de Julho)
No mesmo dia [3 de Julho], em Sábado, ano de 1638 se abriu no mar, uma para duas léguas de distância na Ilha de S. Miguel, defronte do monte, chamado das Camarinhas, uma espantosa boca de fogo, sem que o peso das águas, ainda que em altura de cento e cinquenta braças, pudesse oprimir ou rebater aquela impetuosa fúria. Com a mesma despedia, por entre vivas chamas, e negras cerrações, pedras, arca e água, levantando tudo até às nuvens. De quanto em quando arrojava penedos de tão estupenda grandeza, que apreciam montes, e levantando-os em altura de três lanças ao ar, tornavam a cair na própria boca, donde haviam saído; e muitas vezes ao cair, se encontravam com outros, que subiam e se despedaçavam uns e outros com horrendo estrondo: andavam pasmados e atónitos os moradores da Ilha, temendo, que aquela boca voltasse contra ela, e a tragasse de um bocado; mas quis Deus, que se desfez e extinguiu no mesmo sítio em que se abrira, sem outro dano, mais que o de infinitos peixes, que o mesmo fogo assou, ou cozeu dentro na água, e o mar arrojou às praias.
01/07/2018
PRINCÍPIO, CULTO E INVOCAÇÃO DA VISITAÇÃO DE N.SENHORA NAS CASAS DA MISERICÓRDIA (2 de Julho)
Neste dia [2 de Julho] se celebra na Igreja Católica a Visitação da Virgem Maria, Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel. O Pontífice Urbano VI instituiu esta festa no ano de 1399. ElRei Dom Manuel aumentou o seu culto impetrando da Sé Apostólica celebrar-se neste Reino com o rito de Duplex maior; e deu com muita propriedade a mesma invocação às Igrejas das casas da Misericórdia destes Reinos.
ANO HISTÓRICO - de JULHO
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ANNO HISTORICO,
DIARIO PORTUGUEZ
Índice de
JULHO
Dias:
- 1 - I, II, III, IV, V.
- 2 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII.
- 3 - I, II, III, IV, V, VI.
- 4 - I, II, III, IV.
- 5 - I, II, III, IV.
- 2 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII.
- 3 - I, II, III, IV, V, VI.
- 4 - I, II, III, IV.
- 5 - I, II, III, IV.
- 9 - I, II, III, IV, V, VI.
- 15 - I, II, III, IV, V.
- 19 - I, II, III, IV.
- 22 - I, II, III, IV, V.
- 23 - I, II, III.
- 24 - I, II, III, IV, V.
- 25 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X.
- 26 - I, II, III, IV, V.
- 27 - I, II, III.
- 28 - I, II, III, IV, V.
- 29 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
- 30 - I, II, III, IV.
- 31 - I, II, III.
PROTESTO
"Em observância dos Decretos Apostólicos, em nome do Autor, e meu, declaro, que as pessoas, que viveram, e morreram com fama de santidade, e os milagres, e sucessos, que excederem as forças humanas, e se referem neste livro, sem estarem aprovadas pela Santa Sé Apostólica; não têm mais autoridade, ou certeza, que a que dão os Autores, que primeiro as escreveram; e em tudo me sujeito às determinações da S. I. R. - Lourenço Justiniano da Anunciação."
"Em observância dos Decretos Apostólicos, em nome do Autor, e meu, declaro, que as pessoas, que viveram, e morreram com fama de santidade, e os milagres, e sucessos, que excederem as forças humanas, e se referem neste livro, sem estarem aprovadas pela Santa Sé Apostólica; não têm mais autoridade, ou certeza, que a que dão os Autores, que primeiro as escreveram; e em tudo me sujeito às determinações da S. I. R. - Lourenço Justiniano da Anunciação."
19/06/2018
FÉRIAS
Caros leitores, o blog SANTO ZELO entrou de férias, pois estarei ocupada noutras tarefas que não poderei adiar. Voltarei dia 2 de Julho.
Fiquem com Deus.
Rafaela
17/06/2018
D. DIOGO DE SOUSA, Arcebispo de Braga (18 de Junho)
Dom Diogo de Sousa, foi filho de João Rodrigues de Vasconcelos, Senhor de Figueiró, e de D. Branca da Silva, filha de Rui Gomes da Silva, Alcaide Mór de Campo Maior, fidalgos da mais selecta nobreza em Portugal. Estudou neste Reino as primeiras letras, e em Paris e Salamanca as ciências maiores, e saiu insigne Letrado. Logrou as estimações de três Reis sucessivos: ElRei D. João III o fez Deão da sua capela, e Bispo do Porto, e seu Embaixador a Roma de obediência a Alexandre VI. ElRei Dom Manuel o fez Arcebispo de Braga, Capelão de sua segunda mulher; em todos estes cargos e funções, se houve de maneira que conseguiu merecidos créditos e aplausos universais. Sendo Bispo do Porto tresladou o corpo de São Pantaleão Mártir da Igreja de São Pedro de Miragaia; para a Catedral, com soleníssima procissão (como outro dia diremos). Sendo Arcebispo de Braga ilustrou aquela Cidade com obras tão úteis e suntuosas, que depois delas, parecia outra Cidade nova, com o mesmo nome. Ainda se esmerou mais na Igreja Catedral, e a pôs na grandeza e luzimento, que hoje tem: apenas há parte naquele grande corpo, a que não desse nova forma e nova perfeição. Dilatou-se a sua grandea a toda a Diocese, edificando em várias partes dela novos Conventos, ou reformando os antigos; ao mesmo tempo socorria as necessidades do pobres em mão liberalíssima. A expensas suas foi chamado de Flandes o famoso João Vazeu, para ensinar em Braga as humanidades, o qual depois ilustrou com seus escritos as histórias antigas de toda Espanha. Tantas e tão insignes obras, e muito mais as suas virtudes, o puseram em tão ata reputação, que era tido, sem controvérsia, pelo Prelado mais excelente que viu Portugal naquele século. Morreu neste dia [18 de Junho] com setenta e dois anos de idade, ano de 1532.16/06/2018
A Infante D. CATARINA filhe delRei D. DUARTE (17 de Junho)
No mesmo dia [17 de Junho], em Sexta-feira, ano de 1463 sucedeu em Lisboa no Mosteiro de Santa Clara (outros dizem, que no do Salvador) a morte da Infanta D. Catarina, filha delRei Dom Duarte, neta delRei Dom João I, irmã delRei Dom Afonso V, tia delRei Dom João II. A natureza e a graça a enriqueceram de singulares dotes de extremadas perfeições: competia em seu rosto, a formosura e a modéstia, ambas insignemente grandes. Aplicou-se ao estudo de várias línguas e ciências, em que saiu versadíssima: traduziu da língua Latina no idioma Português com grande felicidade, o livro de Disciplina Monástica, que trata da regra e perfeição dos Monges, composto por São Lourenço Justiniano, que, anos depois, se imprimiu em grande crédito desta Senhora, na qual se viram e comprovaram realçadas, a profunda inteligência, e a curiosa aplicação: outras obras compôs, que o descuido dos antigos sepultou no esquecimento: resplandeceu não menos em virtudes, e soube unir aos aparatos e pompas da Côrte, as solidões e as austeridades do deserto. Foi desposada duas vezes, à primeira com Carlos Príncipe de Navarra e Aragão: a segunda com Duarte IV rei de Inglaterra; mas a morte do primeiro e depois a sua, cortaram um, e outro desposório; mostrando o Céu que a havia destinado para outro, infinitamente superior. Professou a Sagrada Ordem dos Terceiros de São Francisco, e é contada entre as Santas dela. Jaz em Lisboa no Convento de Santo Elói.
15/06/2018
D. INÁCIA XAVIER (16 de Junho)
No mesmo dia [16 de Junho], ano de 1647 morreu Dona Inácia Xavier, natural da Cidade de Braga. Estudou Filosofia, Matemática e Medicina. Compôs um tomo de Retórica com o título de Arte de bem falar, outro das Antiguidades de Braga.
14/06/2018
D. BENTA DE AGUIAR (15 de Junho)
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| Grades divisórias do Mosteiro de Santa Maria de Coz, em Alcobaça (Portugal). |
DONA Benta de Aguiar, Abadessa do Mosteiro de Coz da Sagrada Ordem de Cister. Foi Religiosa de insignes virtudes, mimosa de favores, e ilustrações do Céu. Ao tempo da batalha, em que se perdeu ElRei Dom Sebastião, ouviu uma voz, que dizia: Beati mortui, qui in Domino moriuntur. Logo se lhe representou um campo coberto de corpos mortos, e despedaçados, e ouviu outra voz, que dizia: Judicia Dei abyssus multa; e levantando os olhos ao Céu, viu entrar nele um numeroso esquadrão de gente, vestida de roupas brancas, e com palmas nas mãos, e ouviu outra voz, que dizia: Modo coronantur, & accipiunt palmas. Declarou logo a visão ao seu Confessor; e este ao Cardeal Dom Henrique (que então estava em Alcobaça) e logo tiveram por certa a destruição do nosso Exército. Faleceu Dom Benta neste dia [15 de Junho], com grande fama de santidade, ano de 1579.
13/06/2018
TORMENTA ESPANTOSA (14 de Junho)
No mesmo dia [14 de Junho], ano de 1449 se levantou em Coimbra uma horrenda tempestade, qual nunca haviam visto os antigos. Era uma hora depois do meio-dia, quando se enlutou o ar, cobrindo-se de tão espessas trevas, como na noite mais escura; serviam de todas as partes os relâmpagos, soavam temerosamente os trovões, caiam furiosos os coriscos e raios, arrasando muitos e fortes edifícios. A chuva era imensa, e com ela caiam pedras de grandeza estranha. Na horta de Santa Cruz chegou a água a altura de dez braças: as ruas pareciam rios caudalosos, o Mondego parecia um mar: as perdas, que causou esta horrível tempestade, foram iguais à fúria dela.
Fr. JOÃO DE PORTUGAL (14 de Junho)
Frei João de Portugal, nobilíssimo em sangue, como bem mostra o seu apelido [sobrenome]: passou aos Estados de Flandes, onde recebeu o hábito da Religião Seráfica, e floresceu em virtudes, até a morte, sucedida santamente neste dia [14 de Junho], ano de 1525. Jaz no Convento de Chalon da Província de Burgundia.
12/06/2018
SANTO ANTÓNIO - Pe. António Vieira
"Levante Pádua glorioso mausoléu às sagradas relíquias de António, e veja-se esculpida nas quatro fachadas dele a obediência dos quatro elementos sujeitos a seu império. A terra com os animais prostrados, o mar com os peixes ouvintes, o ar com as tempestades suspensas, o fogo com os incêndios parados. Pendurem-se nas pirâmides por troféus os despojos inumeráveis de sua beneficência, as bandeiras dos vencedores, as âncoras dos naufragantes, as cadeias dos captivos, as mortalhas do ressuscitados e dos enfermos de todas as enfermidades, os votos. Dispa-se a fama, para fazer cortinas a este sacrário, bordadas (como fazia a antiguidade) de olhos, de línguas e de orelhas; das orelhas com que deu ouvidos a tantos surdos, dos olhos com que restituiu a vista a tantos cegos, de línguas com que desimpediu a fala a tantos mudos. E por alma de todo este corpo milagroso, veja-se (como hoje se vê) e adore-se em custódia de cristal a mesma língua de António, depois da morte, viva; antes da ressurreição, ressuscitada; apesar da terra, incorrupta; apesar das cinzas, inteira; apesar da sepultura, imortal; e apesar dos tempos, eterna."
(Pe. António Vieira)
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