No mesmo dia [3 de Julho], em Sábado, ano de 1638 se abriu no mar, uma para duas léguas de distância na Ilha de S. Miguel, defronte do monte, chamado das Camarinhas, uma espantosa boca de fogo, sem que o peso das águas, ainda que em altura de cento e cinquenta braças, pudesse oprimir ou rebater aquela impetuosa fúria. Com a mesma despedia, por entre vivas chamas, e negras cerrações, pedras, arca e água, levantando tudo até às nuvens. De quanto em quando arrojava penedos de tão estupenda grandeza, que apreciam montes, e levantando-os em altura de três lanças ao ar, tornavam a cair na própria boca, donde haviam saído; e muitas vezes ao cair, se encontravam com outros, que subiam e se despedaçavam uns e outros com horrendo estrondo: andavam pasmados e atónitos os moradores da Ilha, temendo, que aquela boca voltasse contra ela, e a tragasse de um bocado; mas quis Deus, que se desfez e extinguiu no mesmo sítio em que se abrira, sem outro dano, mais que o de infinitos peixes, que o mesmo fogo assou, ou cozeu dentro na água, e o mar arrojou às praias.
02/07/2018
01/07/2018
PRINCÍPIO, CULTO E INVOCAÇÃO DA VISITAÇÃO DE N.SENHORA NAS CASAS DA MISERICÓRDIA (2 de Julho)
Neste dia [2 de Julho] se celebra na Igreja Católica a Visitação da Virgem Maria, Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel. O Pontífice Urbano VI instituiu esta festa no ano de 1399. ElRei Dom Manuel aumentou o seu culto impetrando da Sé Apostólica celebrar-se neste Reino com o rito de Duplex maior; e deu com muita propriedade a mesma invocação às Igrejas das casas da Misericórdia destes Reinos.
ANO HISTÓRICO - de JULHO
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ANNO HISTORICO,
DIARIO PORTUGUEZ
Índice de
JULHO
Dias:
- 1 - I, II, III, IV, V.
- 2 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII.
- 3 - I, II, III, IV, V, VI.
- 4 - I, II, III, IV.
- 5 - I, II, III, IV.
- 2 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII.
- 3 - I, II, III, IV, V, VI.
- 4 - I, II, III, IV.
- 5 - I, II, III, IV.
- 9 - I, II, III, IV, V, VI.
- 15 - I, II, III, IV, V.
- 19 - I, II, III, IV.
- 22 - I, II, III, IV, V.
- 23 - I, II, III.
- 24 - I, II, III, IV, V.
- 25 - I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X.
- 26 - I, II, III, IV, V.
- 27 - I, II, III.
- 28 - I, II, III, IV, V.
- 29 - I, II, III, IV, V, VI, VII.
- 30 - I, II, III, IV.
- 31 - I, II, III.
PROTESTO
"Em observância dos Decretos Apostólicos, em nome do Autor, e meu, declaro, que as pessoas, que viveram, e morreram com fama de santidade, e os milagres, e sucessos, que excederem as forças humanas, e se referem neste livro, sem estarem aprovadas pela Santa Sé Apostólica; não têm mais autoridade, ou certeza, que a que dão os Autores, que primeiro as escreveram; e em tudo me sujeito às determinações da S. I. R. - Lourenço Justiniano da Anunciação."
"Em observância dos Decretos Apostólicos, em nome do Autor, e meu, declaro, que as pessoas, que viveram, e morreram com fama de santidade, e os milagres, e sucessos, que excederem as forças humanas, e se referem neste livro, sem estarem aprovadas pela Santa Sé Apostólica; não têm mais autoridade, ou certeza, que a que dão os Autores, que primeiro as escreveram; e em tudo me sujeito às determinações da S. I. R. - Lourenço Justiniano da Anunciação."
19/06/2018
FÉRIAS
Caros leitores, o blog SANTO ZELO entrou de férias, pois estarei ocupada noutras tarefas que não poderei adiar. Voltarei dia 2 de Julho.
Fiquem com Deus.
Rafaela
17/06/2018
D. DIOGO DE SOUSA, Arcebispo de Braga (18 de Junho)
Dom Diogo de Sousa, foi filho de João Rodrigues de Vasconcelos, Senhor de Figueiró, e de D. Branca da Silva, filha de Rui Gomes da Silva, Alcaide Mór de Campo Maior, fidalgos da mais selecta nobreza em Portugal. Estudou neste Reino as primeiras letras, e em Paris e Salamanca as ciências maiores, e saiu insigne Letrado. Logrou as estimações de três Reis sucessivos: ElRei D. João III o fez Deão da sua capela, e Bispo do Porto, e seu Embaixador a Roma de obediência a Alexandre VI. ElRei Dom Manuel o fez Arcebispo de Braga, Capelão de sua segunda mulher; em todos estes cargos e funções, se houve de maneira que conseguiu merecidos créditos e aplausos universais. Sendo Bispo do Porto tresladou o corpo de São Pantaleão Mártir da Igreja de São Pedro de Miragaia; para a Catedral, com soleníssima procissão (como outro dia diremos). Sendo Arcebispo de Braga ilustrou aquela Cidade com obras tão úteis e suntuosas, que depois delas, parecia outra Cidade nova, com o mesmo nome. Ainda se esmerou mais na Igreja Catedral, e a pôs na grandeza e luzimento, que hoje tem: apenas há parte naquele grande corpo, a que não desse nova forma e nova perfeição. Dilatou-se a sua grandea a toda a Diocese, edificando em várias partes dela novos Conventos, ou reformando os antigos; ao mesmo tempo socorria as necessidades do pobres em mão liberalíssima. A expensas suas foi chamado de Flandes o famoso João Vazeu, para ensinar em Braga as humanidades, o qual depois ilustrou com seus escritos as histórias antigas de toda Espanha. Tantas e tão insignes obras, e muito mais as suas virtudes, o puseram em tão ata reputação, que era tido, sem controvérsia, pelo Prelado mais excelente que viu Portugal naquele século. Morreu neste dia [18 de Junho] com setenta e dois anos de idade, ano de 1532.
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