19/06/2018

FÉRIAS


Caros leitores, o blog SANTO ZELO entrou de férias, pois estarei ocupada noutras tarefas que não poderei adiar. Voltarei dia 2 de Julho.

Fiquem com Deus.
Rafaela

17/06/2018

D. DIOGO DE SOUSA, Arcebispo de Braga (18 de Junho)

Dom Diogo de Sousa, foi filho de João Rodrigues de Vasconcelos, Senhor de Figueiró, e de D. Branca da Silva, filha de Rui Gomes da Silva, Alcaide Mór de Campo Maior, fidalgos da mais selecta nobreza em Portugal. Estudou neste Reino as primeiras letras, e em Paris e Salamanca as ciências maiores, e saiu insigne Letrado. Logrou as estimações de três Reis sucessivos: ElRei D. João III o fez Deão da sua capela, e Bispo do Porto, e seu Embaixador a Roma de obediência a Alexandre VI. ElRei Dom Manuel o fez Arcebispo  de Braga, Capelão de sua segunda mulher; em todos estes cargos e funções, se houve de maneira que conseguiu merecidos créditos e aplausos universais. Sendo Bispo do Porto tresladou o corpo de São Pantaleão Mártir da Igreja de São Pedro de Miragaia; para a Catedral, com soleníssima procissão (como outro dia diremos). Sendo Arcebispo de Braga ilustrou aquela Cidade com obras tão úteis e suntuosas, que depois delas, parecia outra Cidade nova, com o mesmo nome. Ainda se esmerou mais na Igreja Catedral, e a pôs na grandeza e luzimento, que hoje tem: apenas há parte naquele grande corpo, a que não desse nova forma e nova perfeição. Dilatou-se a sua grandea a toda a Diocese, edificando em várias partes dela novos Conventos, ou reformando os antigos; ao mesmo tempo socorria as necessidades do pobres em mão liberalíssima. A expensas suas foi chamado de Flandes o famoso João Vazeu, para ensinar em Braga as humanidades, o qual depois ilustrou com seus escritos as histórias antigas de toda Espanha. Tantas e tão insignes obras, e muito mais as suas virtudes, o puseram em tão ata reputação, que era tido, sem controvérsia, pelo Prelado mais excelente que viu Portugal naquele século. Morreu neste dia [18 de Junho] com setenta e dois anos de idade, ano de 1532.

16/06/2018

A Infante D. CATARINA filhe delRei D. DUARTE (17 de Junho)

No mesmo dia [17 de Junho], em Sexta-feira, ano de 1463 sucedeu em Lisboa no Mosteiro de Santa Clara (outros dizem, que no do Salvador) a morte da Infanta D. Catarina, filha delRei Dom Duarte, neta delRei Dom João I, irmã delRei Dom Afonso V, tia delRei Dom João II. A natureza e a graça a enriqueceram de singulares dotes de extremadas perfeições: competia em seu rosto, a formosura e a modéstia, ambas insignemente grandes. Aplicou-se  ao estudo de várias línguas e ciências, em que saiu versadíssima: traduziu da língua Latina no idioma Português com grande felicidade, o livro de Disciplina Monástica, que trata da regra e perfeição dos Monges, composto por São Lourenço Justiniano, que, anos depois, se imprimiu em grande crédito desta Senhora, na qual se viram e comprovaram realçadas, a profunda inteligência, e a curiosa aplicação: outras obras compôs, que o descuido dos antigos sepultou no esquecimento: resplandeceu não menos em virtudes, e soube unir aos aparatos e pompas da Côrte, as solidões e as austeridades do deserto. Foi desposada duas vezes, à primeira com Carlos Príncipe de Navarra e Aragão: a segunda com Duarte IV rei de Inglaterra; mas a morte do primeiro e depois a sua, cortaram um, e outro desposório; mostrando o Céu que a havia destinado para outro, infinitamente superior. Professou a Sagrada Ordem dos Terceiros de São Francisco, e é contada entre as Santas dela. Jaz em Lisboa no Convento de Santo Elói.

15/06/2018

D. INÁCIA XAVIER (16 de Junho)

No mesmo dia [16 de Junho], ano de 1647 morreu Dona Inácia Xavier, natural da Cidade de Braga. Estudou Filosofia, Matemática e Medicina. Compôs um tomo de Retórica com o título de Arte de bem falar, outro das Antiguidades de Braga.

14/06/2018

D. BENTA DE AGUIAR (15 de Junho)

Grades divisórias do Mosteiro de Santa Maria de Coz, em Alcobaça (Portugal).
DONA Benta de Aguiar, Abadessa do Mosteiro de Coz da Sagrada Ordem de Cister. Foi Religiosa de insignes virtudes, mimosa de favores, e ilustrações do Céu. Ao tempo da batalha, em que se perdeu ElRei Dom Sebastião, ouviu uma voz, que dizia: Beati mortui, qui in Domino moriuntur. Logo se lhe representou um campo coberto de corpos mortos, e despedaçados, e ouviu outra voz, que dizia: Judicia Dei abyssus multa; e levantando os olhos ao Céu, viu entrar nele um numeroso esquadrão de gente, vestida de roupas brancas, e com palmas nas mãos, e ouviu outra voz, que dizia: Modo coronantur, & accipiunt palmas. Declarou logo a visão ao seu Confessor; e este ao Cardeal Dom Henrique (que então estava em Alcobaça) e logo tiveram por certa a destruição do nosso Exército. Faleceu Dom  Benta neste dia [15 de Junho], com grande fama de santidade, ano de 1579.