18/04/2018

SÃO ATAULFO (19 de Abril)

Santiago de Compostela
São Ataulfo, filho do Conde Dom Gonçalo, Capitão, e senhor de muitas terras em Portugal, foi varão de sólida doutrina, e de vida inculpável. Suas virtudes, e letras o levantaram à dignidade de Bispo de Compostela. Morreu santíssimamente no dia 19 de Abril, pelos anos de 831. Jaz numa Igreja de seu nome na Vila de Grado em Galiza.

LUIZ DA COSTA DE FARIA (19 de Abril)

Luiz da Costa de Faria, natural da Vila de Arganil, depois de servir alguns lugares de letras, foi desembargador da Casa da Suplicação, Procurador Fiscal da Junto dos três Estados, Juiz da Chancelaria, e dos Contos do Reino. Serviu estas ocupações, e outras, que lhe foram cometidas, não só com grande inteireza, e zelo da justiça, mas com muita piedade, e caridade, de sorte, que era geralmente chamado o Ministro Santo. Era grande esmoler; nunca deixava de ter recolhimento de Oração, nem ainda nos dias de maiores ocupações. Fundou o Convento de Santo António de Vila Cova; da Província da Conceição, Bispado de Coimbra, para onde se retirou nos últimos anos a esperar a morte, prevenindo-se com muitos actos de penitência, e piedade, até que faleceu no dia 19 de Abril, ano de 1730 com oitenta e dois de idade.

17/04/2018

MANUEL PIMENTEL DE SOUSA (18 de Abril)


Manuel Pimentel de Sousa, Cosmógrafo mór do Reino, Mestre de Geografia do Príncipe nosso senhor, e do senhor Infante D. António, foi muito erudito, como se pode ver dos escritos, que deixou, e livros, que compôs da Cosmografia, e navegação, impressos em Lisboa, onde faleceu no dia 18 de Abril, ano de 1719. (biografia)

CONVENTO DE Sta. CLARA, SANTARÉM - Incêndio (18 de Abril)

Igreja do Mosteiro de Sta. Clara - Santarém
A 18 de Abril de 1669, em Quinta-feira maior da Semana Santa, no Convento de Sta. Clara da Vila de Santarém, estando as Religiosas no Coro, ouvindo o Sermão da Paixão, se pegou tão grande fogo, que reduziu a cinzas todos os dormitórios, oficinas, e o Coro. Recolheram-se as Religiosas no Convento das Donas de São Domingos, onde assistiram enquanto o seu se pôs capaz para a sua habitação. Uma moça doida, recolhida na mesma Clausura, por quatro parte pôs fogo ao Convento.

Fr. JOÃO DE ARAGÃO (18 de Abril)

Frei João de Aragão, Português, Religioso de São Francisco, Confessor da Rainha D. Beatriz, mulher DelRei D. Afonso IV de Portugal, foi Embaixador a ElRei de Aragão, e depois de ajustar a liga, e mais negócios da sua Embaixada, passou ao Principado de Bosna, onde reduziu a muitos Maniqueus, convencendo-os, e atraindo-os à verdadeira crença da Santa Igreja Romana com a grande eficácia da sua pregação, e de prodígios, que obrou por este seu servo a Omnipotente, e piedosa mão de Deus. Um eles foi meter-se este Varão Apostólico em uma fogueira, sem se queimar nem um só fio do seu hábito. Pelos anos de 1340 faleceu, e ficou seu corpo no mesmo Principado com grande veneração.

D. PEDRO DE MENEZES MARTIRIZADO EM CEUTA (18 de Abril)

Ceuta
No ano de 1553, dia 18 de Abril, sendo Capitão de Ceuta D. Pedro de Menezes, filho de D. António de Noronha, primeiro Conde de Linhares, saiu da mesma Cidade ao campo, desafiado pelo Alcaide de Tetuão a tantos por tantos. Diziam-lhe alguns Cavaleiros, que não se fiasse do Mouro: Porque sem dúvida lhe tinha armado alguma traição; Porém D. Pedro fez capricho de sair, e encontrando-se com o Alcaide, no tempo, e lugar aprazado, e vendo, que era igual o número de combatentes, travou a batalha, com denodado valor; Mas dentro em breve espaço se viu cercado de grande número de Cavaleiros, e Infantaria. Então voltando-se para o seu Adail, Diogo Nabo, lhe perguntou: "Que faria?" Ao que ele respondeu estas palavras "Aqui, senhor, já que vossa senhoria assim o quis, não há que fazer, se não morrer com honra". Conformou-se D. Pedro prontamente com aquele parecer tão brioso, como preciso, e investiu aos infiéis, como quem queria vender cara a vida: O mesmo fizeram os mais Portugueses; Pelejou-se muitas horas com incrível ardor, até que oprimidos os nossos da multidão, ficaram mortos no campo mais de trezentos, entre os quais entrou o mesmo D. Pedro, e seu sobrinho, D. António de Noronha, segundo Conde de Linhares. Era este D. António aquele ilustre Cavaleiro, de quem o grande Camões fala com grande saudade, e merecidos elogios, por suas excelentes partes, em muitos dos seus poemas.

VITÓRIA DE D. SANCHO CONTRA OS MOUROS, EM BEJA (dia 18 de Abril)


Estavam sobre a Cidade de Beja dois Alcaides Mouros com poderoso exército, pelos anos de 1179, e haviam reduzido a Praça ao último aperto. Acudiu o Infante D. Sancho, (depois Rei primeiro do nome) com 1400 Cavalos, e com tão pequeno poder obrou neste dia tais proezas, que fez retirar os inimigos, ficando mortos no campo grande parte deles, e outra grande parte cativos. Entre estes os dois Alcaides.

16/04/2018

Sto. ELIAS E SEUS COMPANHEIROS MÁRTIRES (17 de Abril)


ANTO Elias, Português, padeceu martírio na Cidade de Córdova, com dois companheiros, Paulo e Isidoro, na perseguição de Maomé, Rei Mouro da mesma Cidade, pelos anos de 805, a 17 de Abril.

Fr. JOÃO DA ASSUNÇÃO (17 de Abril)


Frei João da Assunção, chamado vulgarmente Frei Joãozinho, da sagrada Ordem dos Menores da Província de Portugal, nasceu em Lisboa: Teve santa singeleza, e obediência, e dom de curar enfermos com a sua bênção, e de multiplicar o trigo, e azeite para remédio da necessidade. Também dizer, que algumas vezes passara rios, como se fossem terra firme, e que os brutos, os demónios obedeciam seus preceitos. Morreu preciosamente no dia 17 de Abril, ano de 1704 no Convento do São Francisco de Lisboa, onde se lhe fizeram grandes honras, exéquias, e em toda a sua Província. Ficou flexível, sendo sangrado lançou sangue. Concorreu inumerável gente a ver o seu corpo; O mesmo fizeram as Majestades, e Altezas, e as comunidades religiosas, que forma testemunhas de alguns prodígios.

15/04/2018

SANTA ENGRÁCIA, Virgem e Mártir (16 de Abril)

Imagem de Santa Engrácia na fronte da Igreja em sua dedicação, em Portugal.
Santa Engrácia, Virgem sigularíssima nos dotes da natureza, muito mais nas perfeições da graça, da qual se lhe derivou o nome, e conveio o nome ao sujeito. Nasceu em Braga, e seu pai era Rei, ou Regulo da mesma Cidade. Um grande Príncipe de certa Província de França pretendeu casar com a Santa Virgem, e a mandou pedir a seu pai, ao qual agradou muito a pretensão, e à filha muito mais, posto que havia consagrado a Deus sua pureza, mas fora-lhe revelado, que tudo eram disposições soberanas para a duplicada coroa de Virgem, e Mártir. Acompanhada, e servida de dezoito Cavaleiros, todos nobres, todos Cristãos, todos Portugueses, partiu de Braga, e antes de chegar a Saragoça, já lhe haviam chegado os ecos (que soavam muito ao longe) da crueldade atrocíssima, com que ali eram atormentados os Cristãos. Cheia a Santa de um ardor sobrenatural, se resolveu a ir buscar o tirano, e na sua presença lhe afeou desumanidade, a sevícia, com que atormentada a tantos inocentes, por adorarem a um só, e verdadeiro Deus, e não aos falsos. Foram estas palavras ouvidas, com furor implacável do tirano. Mandou logo prender a Santa, e vendo, que nem as carícias, nem os ameaços, bastavam a lhe abalar (quanto mais render) a constância, passou à prova de cruelíssimos tormentos, quanto pode inventar a raiva, e a vingança, o furor, e a fereza, se executou naquele corpo virginal; Mas o espírito, ao mesmo tempo triunfava tão forte, e tão alegre, que confundia, e assombrava aos mesmos executores de tanta crueldade. Vendo, em fim, o tirano a fortaleza invencível da Santa Virgem, mandou, que lhe pregassem um cravo de ferro no alto da cabeça, e na execução deste tormento, expirou gloriosamente, no dia 16 de Abril, pelos anos de 306 servindo-lhe o mesmo cravo de triunfante Aréola. Jaz seu sagrado corpo, com suma veneração, em Saragoça, no insigne Mosteiro da Ordem de São Jerônimo, que por ocasião da nossa Santa Fé chama de Engrácia.

SÃO FRUTUOSO, Bispo e Confessor (16 de Abril)

São Frutuoso (tal foi no nome, era realidade) nasceu em Galiza, de geração, não só ilustre, mas Real. Desde os primeiros anos começou a resplandecer em virtudes. Já desde então se aplicava a buscar lugares solitários, onde pudesse, no discurso da vida, ocultar-se aos olhos dos homens, e viver só para Deus. Guiado destes santos desejos, vestiu o hábito da sagrada Ordem do insigne Patriarca São Bento, e naquela perfeitíssima escola de virtudes, aprendeu altas lições de espírito, de que foi depois grande Mestre. Herdando de seu pais muitas riquezas as dispendeu na erecção de muitos Mosteiros da mesma Ordem, aproveitando-se dos sítios, que algum dia julgara proporcionados para a vida retirada, e contemplativa. Seguiam os seus exemplos inumeráveis pessoas de um, e outro sexo. De todos era luz, de todos pai benigno, e benéfico para todos. Para todos, enfim, verdadeiramente frutuoso. À instâncias delRey Cindasuintho aceitou o bispado de Dume, depois o Arcebispado de Braga, e em uma, e outra dignidade, mudou de estado, não de vida. Tão Religioso era no Palácio, como o fôra no Mosteiro, tão humilde, tão penitente, tão modesto, tão fervoroso, tão caritativo: Só nesta última virtude se excedia agora, porque podia dar mais. Apenas reservava o preciso para se manter a si, e a sua pequena família [religiosa], com grande moderação; tudo o mais despendia em socorro dos pobres, e na erecção de novos Mosteiros. Tratou com grande fervor, e vigilância de reformar as suas ovelhas, assim as do estado Eclesiástico, como secular, e uns e outros, emendavam a vida, ou atraídos das virtudes de seu santo Pastor, ou temerosos do castigo. Confirmou Deus a santidade de seu Servo com prodigiosos milagres. Curava os enfermos, afugentava os espíritos malignos, domesticava os brutos, imperava sobre os elementos. Muito antes de morrer predisse o dia, e hora da sua morte, e então se fez levar à Igreja, e recebidos devotíssimamente os Sacramentos, entre suavíssimos colóquios com Deus, assistido de grande número de Anjos, e Bem-aventurados, rendeu o ditoso espírito, no dia 16 de Abril, ano de 665. Foi sepultado no seu Mosteiro do Salvador, não longe de Braga, donde depois foi tresladado para Compostela.

SÃO TORÍBIO, Bispo e Confessor (16 de Abril)

Mosteiro de São Tioríbio de Liébana (de antigo nome São Martinho de Lievana)  
São Toríbio, Bispo de Tuy, cidade, naqueles tempos, da antiga Lusitânia, sujeita à Metrópole de Braga, foi Varão de excelentes virtudes, e profundas letras. Logrou as estimações do Santo pontífice Leão I do nome, com quem em Roma assistiu alguns anos, e depois se tratavam por carta com grande amor, como tão semelhantes na doutrina, e santidade; impugnou com valor singular em Hespanha os erros de Prisciliano, que iam prevalecendo contra as verdades Católicas. Morreu santissimamente no dia 16 de Abril, ano de 454. Jaz no Mosteiro de são Martinho de Lievana [actual Liébana], que ele mesmo edificara nas Astúrias.