São Frutuoso (tal foi no nome, era realidade) nasceu em Galiza, de geração, não só ilustre, mas Real. Desde os primeiros anos começou a resplandecer em virtudes. Já desde então se aplicava a buscar lugares solitários, onde pudesse, no discurso da vida, ocultar-se aos olhos dos homens, e viver só para Deus. Guiado destes santos desejos, vestiu o hábito da sagrada Ordem do insigne Patriarca São Bento, e naquela perfeitíssima escola de virtudes, aprendeu altas lições de espírito, de que foi depois grande Mestre. Herdando de seu pais muitas riquezas as dispendeu na erecção de muitos Mosteiros da mesma Ordem, aproveitando-se dos sítios, que algum dia julgara proporcionados para a vida retirada, e contemplativa. Seguiam os seus exemplos inumeráveis pessoas de um, e outro sexo. De todos era luz, de todos pai benigno, e benéfico para todos. Para todos, enfim, verdadeiramente frutuoso. À instâncias delRey Cindasuintho aceitou o bispado de Dume, depois o Arcebispado de Braga, e em uma, e outra dignidade, mudou de estado, não de vida. Tão Religioso era no Palácio, como o fôra no Mosteiro, tão humilde, tão penitente, tão modesto, tão fervoroso, tão caritativo: Só nesta última virtude se excedia agora, porque podia dar mais. Apenas reservava o preciso para se manter a si, e a sua pequena família [religiosa], com grande moderação; tudo o mais despendia em socorro dos pobres, e na erecção de novos Mosteiros. Tratou com grande fervor, e vigilância de reformar as suas ovelhas, assim as do estado Eclesiástico, como secular, e uns e outros, emendavam a vida, ou atraídos das virtudes de seu santo Pastor, ou temerosos do castigo. Confirmou Deus a santidade de seu Servo com prodigiosos milagres. Curava os enfermos, afugentava os espíritos malignos, domesticava os brutos, imperava sobre os elementos. Muito antes de morrer predisse o dia, e hora da sua morte, e então se fez levar à Igreja, e recebidos devotíssimamente os Sacramentos, entre suavíssimos colóquios com Deus, assistido de grande número de Anjos, e Bem-aventurados, rendeu o ditoso espírito, no dia 16 de Abril, ano de 665. Foi sepultado no seu Mosteiro do Salvador, não longe de Braga, donde depois foi tresladado para Compostela.
15/04/2018
SÃO TORÍBIO, Bispo e Confessor (16 de Abril)
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| Mosteiro de São Tioríbio de Liébana (de antigo nome São Martinho de Lievana) |
São Toríbio, Bispo de Tuy, cidade, naqueles tempos, da antiga Lusitânia, sujeita à Metrópole de Braga, foi Varão de excelentes virtudes, e profundas letras. Logrou as estimações do Santo pontífice Leão I do nome, com quem em Roma assistiu alguns anos, e depois se tratavam por carta com grande amor, como tão semelhantes na doutrina, e santidade; impugnou com valor singular em Hespanha os erros de Prisciliano, que iam prevalecendo contra as verdades Católicas. Morreu santissimamente no dia 16 de Abril, ano de 454. Jaz no Mosteiro de são Martinho de Lievana [actual Liébana], que ele mesmo edificara nas Astúrias.
JURAM OS TRÊS ESTADOS DO REINO A FELIPE II (16 de Abril)
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| D. João IV, rei legítimo por herança. |
Convocados para a Vila de Tomar os três Estados do Reino, foi em 16 de Abril, ano de 1581 jurado Rei Dom Felipe, que o II do nome de Castela, e começava a ser o I de Portugal. Prometeu, e jurou o mesmo Rei muitos grandes privilégios aos Portugueses, que pouco depois não cumpriu, em parte, e seus sucessores, quase de todo quebrara; e este foi um dos motivos da gloriosa Aclamação, e que a justificaram aos olhos de todos, os que, sem paixão, discorriam na matéria: Porque não aparecia razão adequada para dizer-se, que era lícito quebrar-se o juramento por uma parte, e ilícito o quebrar-se pela outra, havendo-se ambas obrigado igualmente: As cerimónias deste actos foram as mesmas, que temos referido em outros lugares.
SÃO FR. PAYO, Confessor (15 de Abril)
São Frei Payo, natural de Coimbra, e um dos primeiros Religiosos de São Domingos em Portugal, cujo hábito recebeu das mãos do Santo Frei Sueiro Gomes: Nesta nova milícia começou a luzir, e resplandecer como um novo Sol, em santidade, e doutrina: As suas vozes no púlpito, os seus conselhos no Confessionário, e sobretudo os exemplos da sua vida levaram a Deus muitas almas; Concorreu com incansável zelo para a criacção do Convento da sua Ordem em Coimbra, e nele foi o primeiro Prior, em grande utilidade, e consolação dos súditos, pela suavidade, e vigilância do seu governo: Foi insigne com milagre na vida, e muito mais depois da morte.
14/04/2018
BEATIFICAÇÃO de Sta. ISABEL, RAINHA DE PORTUGAL (15 de Abril)
No dia 15 de Abril, ano de 1516 expediu o Sumo Pontífice Leão X a bula da Beatificação para o Bispado de Coimbra da esclarecida, e sempre gloriosa Rainha de Portugal, Dona Isabel, mulher delRey Dom Diniz, a quem já os Portugueses, com uniforme aclamação, no espaço de quase dois séculos, haviam dado, por antonomásia, o soberano nome de Rainha Santa, pela fama universal de suas heroicas virtudes, e estupendos milagres, obrigados em sua vida, e depois de sua morte, beatificou-a, o sobredito Pontífice a instância delRey Dom Manoel, sexto neto da Santa Rainha: Depois se ampliou a mesma Bula a rogos delRey Dom João III também para o lugar onde assistisse a Corte; Depois para todo o Reino. De sua Canonização diremos no dia a que pertence.
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