(a continuar)
24/08/2017
31/07/2017
O QUE DEUS COLOCA A CADA UM - O CONHECIMENTO
"Não procures saber o que excede a tua capacidade, e não especules o que ultrapassa as tuas forças, mas pensa sempre no que Deus te mandou, e não tenhas a curiosidade de conhecer demasiado número das suas obras."
(Eclesiástico, III, 21)
22/07/2017
Revelações a Sta. Brígida - PERMISSÃO DA EXISTÊNCIA DE MALVADOS
Palavras do Criador à esposa sobre como sua justiça mantém os malvados na existência por uma
tríplice razão
Eu sou o Criador do Céu e da Terra. Perguntavas-te, esposa minha, porque sou tão paciente com os malvados. Isso se deve ao facto de que sou misericordioso. Minha justiça os aguenta e minha misericórdia os mantêm por uma tríplice razão. [1]Em primeiro lugar, minha justiça os aguenta de forma que seu tempo se complete até o final. Poderias perguntar a um rei justo porque tem alguns prisioneiros aos quais não condena à morte e sua resposta seria: "Porque ainda não chegou o tempo da assembleia geral da corte na qual possam ser ouvidos e onde, aqueles que os ouvem, podem tomar maior consciência". De forma parecida, eu tolero os malvados até que chegue seu tempo, de maneira que sua maldade possa ser conhecida por outros também. Já não previ a condenação de Saul muito antes que se desse a conhecer aos homens? O tolerei durante longo tempo para que sua maldade pudesse ser mostrada a outros. [2] A segunda razão é que os malvados fazem alguns bons trabalhos pelos quais hão de ser compensados até o último centavo. Desta forma, nem o mínimo bem que tenham feito por mim ficará sem recompensa e, consequentemente, receberão seu salário na terra. [3] Em terceiro lugar, os aguento para que se manifeste assim a glória e a paciência de Deus. É por isso que tolerei Pilatos, Herodes e Judas, apesar de que iam ser condenados. E se alguém perguntar por que tolero a tal ou qual pessoa que se lembrem de Judas e Pilatos.
Minha misericórdia mantém os malvados também por uma tríplice razão. [1] Primeiro, porque meu amor é enorme e o castigo é eterno e muito grande. Por isso, devido ao meu grande amor, os tolero até o último momento para retardar seu castigo o mais possível na extensa prolongação do tempo. [2]Em segundo lugar, é para permitir que sua natureza seja consumida pelos vícios, pois experimentariam uma morte temporal mais amarga se tivessem uma constituição jovem. A juventude padece uma maior e mais amarga agonia na hora da morte. [3] Em terceiro lugar, pela melhora das boas pessoas e a conversão de alguns dos maus. Quando as pessoas boas e rectas são atormentadas pelos perversos, isso beneficia os bons e justos, pois lhes permite resistir ao pecado ou conseguir um maior mérito. Igualmente, os maus, às vezes, tem um efeito positivo nas outras pessoas perversas. Quando esses últimos reflectem sobre a queda e maldade dos primeiros, dizem a si mesmos: "De que nos serve seguir seus passos?" E: "Se o Senhor é tão paciente, será melhor que nos arrependamos". Desta forma, às vezes voltam a mim porque temem fazer o que fazem os outros e, além disso, sua consciência lhes diz que não devem fazer esse tipo de coisas. Dizem que, se uma pessoa foi picada por um escorpião, pode-se curá-la quando se a unte com azeite no qual haja outro escorpião morto. De forma parecida, às vezes uma pessoa malvada que vê a outra cair pode ver-se atingida pelo remorso e curada, ao reflectir sobre a maldade e vaidade do outro. (das revelações e profecias de Sta. Brígida da Suécia, liv. I, cap. XV)
01/06/2017
O BOM COSTUME VEM DA VIRTUDE
[aviso: o Santo Zelo prefere usar a língua portuguesa de forma ágil, porque é um blog brasileiro, sem deixar de ser um blogue português. Por exemplo na palavra "ação" eu prefiro escrever "acção"; o "c" não se lê e serve apenas para abrir a sonoridade do "a" anterior, tal como falamos]
A civilidade cristã é virtuosa, não é de qualidade puramente humana; pois, praticada segundo o espírito de Cristo, e neste espírito conduzida, orienta-se à glória de Deus e verdadeiro proveito do próximo. As nossas acções exteriores, que são as únicas que podem ser regulamentadas pela cortesia, como disse S. João Batista de La Salle, devem ser a expressão da própria virtude.
Segundo o desenvolvimento dos códigos da civilidade cristã, a caminhada gradual teve seu ponto mais elevado no século XVIII quando foi começada também a sua queda (conforme o poder nos reinos era ocupado pela agenda Liberal).
É valorosa a civilidade, em reconhecimento e usufruto da nobreza da filiação divina obtida em Jesus Cristo Senhor Nosso, ao passo que a civilidade apenas humana assenta na vaidade e mero pragmatismo. Nestas considerações, devemos dar um valor elevado ao bom uso das nossas faculdades espirituais, e inclinar as nossas intenções e acções com um caráter não apenas temporário, mas principalmente eterno; e para a edificação do próximo. Assim, o código de civilidade foi evoluindo e respondendo ao crescimento da sociedade cristã, que teve o seu auge de complexificação no século XVIII, quando começa ao mesmo tempo a decair (como já referi).
Sem receios, podemos dizer que a verdadeira civilidade é a cristã.
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| A reverência e o cumprimento |
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| A justiça na diferença |
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| S. João de La Salle |
Sem receios, podemos dizer que a verdadeira civilidade é a cristã.
19/05/2017
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