27/03/2017

SANTINHOS (I)

Amigos do SANTO ZELO,
 
o blog ASCENDENS em 2008 abriu uma secção (outro blog) destinado apenas a publicar digitalizações da sua coleção de santinhos. Este espaço é o primeiro do género, está encerrado faz anos. Que pena. Mas, foi então que apareceu a ideia do SANTO ZELO fazer a postagem da coleção ASCENDENS.
 
Que maravilha!
 
Alguns santinhos são muito interessantes, e outros muito belos; e estão em alta definição. Alguns são verdadeiros documentos da Fé. Obrigada blog ASCENDENS.

(para ampliar, aperte a foto)
 
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(continuação, II parte)

24/03/2017

A GLÓRIA DOS MÁRTIRES

Martírio de S. Pedro de Verona.
"Indo um santo Monge à Alexandria, encontrou na selva outro monge (de quem tinha grande conceito de santidade) feito em pedaços por um leão. Com grande dor e lástima enterrou o defunto.

Mais adiante, entrou na Cidade, e viu um enterro soleníssimo; e perguntando pelo defunto, disseram-lhe o nome; tratava-se de um cidadão daquela cidade, que ele conhecia como muito vicioso e ganancioso.
Com santa ira e zelo ardente voltou-se para Deus, e disse-lhe: "Senhor, não passarei daqui até que me digais porque motivo a este homem vicioso permitis um enterro tão solene, morrendo ele em sua cama com todo o sossego e paz; e àquele santo homem as feras despedaçaram, e apenas por estes braços foi enterrado numa cova do deserto!"

E então, disse-lhe um anjo: "A razão é, porque este homem tinha algumas coisas boas, e ficam pagas com estas honras populares, o restante será pena; mas, o Monge, por algumas coisas imperfeitas que tinha, pagou-as com a morte, com o qual foi gozar diretamente da Glória. E tu, não questiones novamente, pois adora os mistérios do Senhor".

Eu confesso reparar pouco no modo de como morrer, quanto à materialidade do corpo, e muitíssimo quanto à disposição da alma. Os maiores Santos morreram despedaçados, crucificados, escarpiados, queimados, afogados; mas estes foram Mártires: mas dos Confessores, dos Simeões Stilitas, a um deles um raio matou. O Beato Jordão, varão santíssimo, Superior Geral dos Dominicanos, afogou-se num rio, sendo muito verossímil que, num e noutro, fosse água e fogo o meio agradável para chegar ao eterno refrigério, sem passar pelo Purgatório. O que importa é a disposição da Alma: e se esta é boa, faça Deus o que entender do corpo. Na Ladainha, quando se pede a Deus que nos livre da má morte, à subitanea, junta-se a improvisa, porque se ela não for improvisa, nem incauta, senão que a Alma esteja bem disposta; pouco importa que seja subitanea, e repentina." (Luz a los vivos y escarmiento en los muertos. Madrid, ano 1668, p. 64. Tradução: ✠ SANTO ZELO blog)

15/03/2017

VÍDEO - DE PASSAGEM PELA TERRA

De passagem pela terra, até que ao dia em que Nosso Senhor nos leve. Eis a nossa jornada, eis a nossa prova.
 

09/03/2017

CAMPANHA DA FRATERNIDADE: A PEDRA EM PÃO

Sta. Maria do Egipto, depois de ter feito uma vida de 47 anos no deserto, pouco antes da morte
recebe a Comunhão das mãos de S. Zózimo
O 4.º Mandamento da Santa Igreja ​manda-nos jejuar e abstermo-nos de carne em certos dias predefinidos do ano, em preparação para festas importantes. Como estamos na Quaresma – por excelência o período penitencial – é portanto de empenharmos a paciência e modéstia em praticá-las. O jejum e a abstinência feitos da maneira correcta cooperam para que nos dediquemos às coisas mais sóbrias e temperadas. O exercício de resistir aos gostos, a prática da caridade com a alma do próximo, e uma atenção maior na meditação e oração, são também auxiliares essenciais. Inspirar, instigar, ou obrigar, portanto, a perverter o sentido deste tão belo período – onde mais especialmente o espiritual triunfa sobre o carnal – equivaleria ao desprezo dos ensinamentos de Cristo, escorregando na demoníaca tentação de procurar fazer das pedras, pão. Não sigamos o exemplo do velhaco demónio que tentou a Cristo no deserto, querendo como ele usar das coisas lícitas, com vãs intenções.

Entretanto, preocupa muito que, em nome de Deus e da sua Igreja, a CNBB esteja promovendo anualmente (desde os ano 60) aquele mesmo problema acabado de referir, por meio de temáticas "quaresmais" contidas na chamada Campanha da Fraternidade. Para este  ano de 2017 a CNBB escolhe por tema da campanha a "conscientização" para a salvaguarda dos biomas brasileiros (amor à mãe terra, a quem invocam nas orações!!!).

Uma confusão... Ficam assim abafados tantos e tão bons frutos de conversão que poderiam aparecer neste período.

Em síntese lembremos as palavras do Catecismo (Catecismo Maior de S. Pio X) a respeito deste tempo:
"- Para que foi estabelecida a Quaresma?
R: A Quaresma foi estabelecida:
1º- Para nos fazer conhecer a obrigação que temos de fazer penitência todo o tempo de nossa vida, figurada, no dizer dos santos Padres, pela Quaresma;
2º- Para de algum modo imitar o rigoroso jejum de quarenta dias que Jesus Cristo fez no deserto;
3º- Para nos preparar pela penitência a celebrar santamente a Páscoa."
"- Que devemos fazer para passar a Quaresma segundo o espírito da Igreja?
R: Para passar a Quaresma segundo o espírito da Igreja, cumpre fazer três coisas:
1º- Observar exactamente o jejum e praticar a mortificação cristã;
2º- Exercitar-nos na oração e nas obras de caridade cristã para com o próximo, mais do que em qualquer tempo;
3º- Ouvir com frequência a palavra de Deus e com uma boa confissão tornar mais meritório o jejum e preparar-nos para a comunhão pascal."
Queira Deus aceitar nossas súplicas, unindo nossas intenções aos do doloroso e Imaculado Coração de Maria, que em Fátima o mostrou à Irmã Lúcia figurado por grandes espinhos encravados nele os pecados que a humanidade praticava a todo tempo e lugar, principalmente pela ofensas que cometem contra Ela.

Mas, para contrastar, voltando à "mãe terra" da CNBB, escutando o "alegre" triste hino da Campanha da Fraternidade:



Não há dúvida que há uma grande confusão na Igreja. Os nossos antepassados veriam hoje elevadas tantas coisas contrárias ao que sempre lhes foi ensinado como boas e católicas. Por muito grande dificuldade de hoje conhecermos se há culpabilidade, ou não culpabilidade, nos fenómenos religiosos do nosso tempo, resta-nos juntar estas preocupações às dos nossos pecados, e entregarmos aquelas a Deus, em unidade com o Imaculado Coração de Maria.